
Ricardo Cappelli, do PSB, participa de sabatina do Metrópoles nesta quinta. Siga no YouTube
Ricardo Cappelli é o primeiro a ser entrevistado na sabatina do Metrópoles que recebe os candidatos ao Governo do Distrito Federal

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Ricardo Cappelli (PSB) é o primeiro a participar da sabatina do Metrópoles com os postulantes ao Palácio dos Buriti realizada nesta quinta-feira (1º/10), a três dias do primeiro turno. Acompanhe a entrevista abaixo:

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Ver todasPerguntado sobre sua proposta de aumentar o salário dos professores da rede pública de Educação do DF, Cappelli destacou o trabalho feito no Maranhão, onde ocupou cargos no governo de Flávio Dino (2015-2023). “O Maranhão tem orçamento de R$ 38 bilhões, metade do orçamento do Distrito Federal, que é de R$ 74 milhões, e o salário do professor lá [Maranhão] é o maior do Brasil. Se a gente conseguiu fazer no Maranhão com metade do orçamento, é possível fazer no DF, é só ter vontade política.
Cappelli também fez críticas à gestão do atual governo sobre o BRB e aproveitou para afirmar que, se eleito, fará políticas de apoio ao empreendedorismo na capital. “O BRB vai passar a ser um banco de financiamento do micro, pequeno e médio empreendedor. Agora, a gente precisa saber se vai ter BRB no dia da minha posse, porque ninguém sabe. A informação que circula é que o projeto da atual governadora é privatizar o BRB. Isso é verdade? Ninguém sabe”, afirmou.
A respeito do aumento da população de rua, Cappelli admite utilizar a internação involuntária humanizada, mas afirma que tem a medida como “último caso”. “Precisa ter equipe multidisciplinar que converse com cada um para entender por que o cidadão tá morando na rua. É problema de saúde mental? É dependência química de álcool e drogas? É falta de moradia? É preciso identificar o problema de cada um e a partir daí dar segmento. Ao fim disso, se não conseguir tirar de jeito nenhum a pessoa na rua, eu defendo a internação involuntária. Porque tem gente que perde o controle da vida, se envolve com roubo, furto, uso e tráfico de drogas, e aí vira um problema de segurança pública”, declarou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFAo ser perguntado sobre a fila na rede pública de Saúde, Cappelli comentou que pretende auditar a lista de pacientes. “Nós vamos auditar e organizar essa fila, para saber que consultas e exames ainda estão na fila; que pessoas já fizeram; qual o nível de gravidade de cada um; priorizar os idosos. A principal questão é gestão. No Iges, hoje, você tem mais de 800 pessoas nomeadas. Virou cabine de emprego. No primeiro dia do meu governo eu vou exonerar todos esses cargos comissionados e vou contratar médicos”, prometeu.
Questionado sobre a diferença nos valores destinados pelo PSB às campanhas dos candidatos a deputado federal Rodrigo Rollemberg, que recebeu R$ 2,6 milhões, e Cristovam Buarque, que ganhou R$ 1,6 milhão, Cappelli disse que a questão deve ser direcionada à direção do partido. “Olha, eu acho que essa é uma pergunta que tem que ser feita à direção do PSB. Não é razoável que exista uma disparidade como essa, mas eu prefiro não comentar. Acho que é uma pergunta que tem que ser feita à direção do partido. Eu só digo o seguinte: isso é razoável? É razoável um candidato a governador receber seis vezes menos recurso do que um candidato a deputado? Veja, todos os candidatos a governador receberam R$ 2 milhões, R$ 3 milhões, R$ 4 milhões e R$ 5 milhões. Eu recebi R$ 440 mil, fizeram de tudo para eu desistir. Colocaram gente grande para me pressionar, cortaram meu dinheiro e não queriam que eu participasse dessa eleição.”
O postulante ao Buriti também se declarou “pressionado” por oponentes. “Essa eleição, no meio dela, apareceram dois intrusos: o ex-governador Arruda e eu. Ninguém queria Arruda e Cappelli candidatos, porque o governo Celina/Ibaneis queria enfrentar o PT. Eles sabem que contra o PT é a chance de eles ganharem a eleição. Derrubaram o Arruda e depois em paralelo me pressionaram para eu desistir e retirar a mina candidatura. Cortaram meu dinheiro, tiraram apoio, me pressionaram. Eu não desisto, vou até o final nessa eleição”.
Cappelli reforçou ainda que quer criar um aplicativo a ser gerido pelo próprio GDF para motoristas de apps. “Várias cidades do Brasil e do mundo estão criando apps próprios. Araraquara tem um aplicativo gerido por uma cooperativa de motoristas que cobra, no máximo, 10%. Em Nova York, está se criando um aplicativo próprio. Então, dá para fazer. Eu vou fazer esse app, vou convencer a população e vou reduzir o que os motoristas pagam para essas empresas.”
O candidato também ressaltou a promessa de reduzir o período que cidadãos levam de casa ao trabalho e vice-versa. “Eu vou terminar o projeto do metrô: levar para Asa Norte, Gama e Santa Maria, Setor O e, depois, Águas Lindas. Aí você pergunta: ‘Cadê o dinheiro para fazer isso’. Gente, tem dinheiro e eu provo: estamos pagando de subsídio mais de R$ 200 milhões de reais para as empresas de ônibus. No meu governo, esse dinheiro vai ampliar o metrô, o BRT e ônibus expresso com faixa exclusiva. Com isso, eu prometo: no meu governo, ninguém vai levar mais de 1 hora da porta de casa até a porta do trabalho. O meu secretário de Transportes vai andar de ônibus.”
Também serão sabatinados os candidatos Leandro Grass (PT), às 11h; Kiko Caputo (Novo), às 12h; Paula Belmonte (PSDB), às 19h; e Celina Leão (PP), às 20h.


















