DF: réveillon de fé e renovação na Praça dos Orixás

Fiéis de religiões de matriz africana celebram a virada do ano com benzimentos, oferendas e pedidos de renovação espiritua

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Fiés das religiões de matrizes africanas celebram o novo ano, 2026, na praça dos Orixás
1 de 1 Fiés das religiões de matrizes africanas celebram o novo ano, 2026, na praça dos Orixás - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

Mulheres benzedeiras abriram os rituais da virada para 2026 na Praça dos Orixás, às margens do Lago Paranoá, no início da noite desta quarta-feira (31/12). Frequentado por fiéis de religiões de matriz africana, o local se tornou um ponto tradicional para a população do DF celebrar a chegada do novo ano com bênçãos, oferendas e pedidos de renovação espiritual.

Logo na entrada da Prainha, quem chegava era recebido por palavras de proteção, rezas silenciosas e o perfume de ervas. Entre as benzedeiras estavam Geovana Aragão, de 24 anos, e Brenna VilaNova, de 26, que acolheram o público com benzimentos e gestos ancestrais de cuidado espiritual.

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Praça dos Orixás é um ponto tradicional para celebração do Ano-Novo
Família de capivaras observa oferendas deixadas na Prainha, no Lago Paranoá
Fiés das religiões de Matrizes africanas celebram o novo ano, 2026, na Praça dos Orixás
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Fiés das religiões de Matrizes africanas celebram o novo ano, 2026, na Praça dos Orixás

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Praça dos Orixás é um ponto tradicional para celebração do Ano-Novo
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Praça dos Orixás é um ponto tradicional para celebração do Ano-Novo

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Família de capivaras observa oferendas deixadas na Prainha, no Lago Paranoá
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Família de capivaras observa oferendas deixadas na Prainha, no Lago Paranoá

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Filha de mãe baiana de Oyá e praticante há dois anos no Ilê Axé Oyá Bagan, no Lago Norte e Paranoá, Geovana destaca a força coletiva da celebração. “É um momento muito forte de conexão com os orixás e com a natureza. A gente agradece pelo ano que passou e pede caminhos abertos para o novo ciclo”, afirma.

Mais adiante, imagens dedicadas a orixás como Exu e Iemanjá dividiam espaço com rodas de macumba, oferendas e fiéis que se organizavam para os rituais da virada, em um gesto coletivo de fé e esperança.

Celebração da virada de ano na Praça dos Orixás, no DF
Celebração da virada de ano na Praça dos Orixás, no DF

Entre as pessoas que participaram dos rituais estava Renata Brendolan, 48, que se aproximou da beira do lago e lançou duas flores ao Paranoá — uma amarela e outra branca — em um gesto simbólico de agradecimento e pedidos para o novo ano. “Penso que todo ano que chega é o melhor das nossas vidas. Então só agradeço o velho e recebo o novo”, contou.

A programação na Prainha/Praça dos Orixás também foi marcada por apresentações culturais. Na quarta-feira, a celebração ocorreria das 17h às 3h, com shows de SamBrasília, Uel, Makumbá com Kika Ribeiro, Asé Dudu e Grupo Cultural Obará.

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Para a virada do ano, estava prevista uma queima de fogos com duração de oito minutos.

Segurança

Para garantir a organização do evento, o Réveillon da Prainha contou com dois pontos de controle de trânsito (PCTran) montados nas proximidades da Praça dos Orixás. Agentes de trânsito atuaram desde as primeiras horas de quarta-feira até a madrugada de sexta-feira (3/12).

O trabalho das equipes de fiscalização e do policiamento de trânsito teve como foco assegurar maior fluidez no tráfego, coibir o estacionamento irregular e auxiliar a travessia de pedestres durante a celebração.

Além dos pontos fixos de controle, houve patrulhamento nas imediações do evento para inibir infrações de trânsito que pudessem colocar em risco a segurança viária dos participantes.

 

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