DF tem 330 terreiros de religiões de matrizes africanas

Ceilândia é a localidade com maior número: 43 do total. Planaltina ocupa a segunda posição, com 10,8% (25)

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 03/05/2018 16:56

O Distrito Federal tem 330 terreiros de matrizes africanas. Destes, 43, ou 18,6% do total, ficam em Ceilândia(43). Já Planaltina ocupa a segunda posição, com 10,8% (25). Gama, Sobradinho, Sobradinho II, Samambaia e Santa Maria têm, em média, 15 cada.

É o que mostra o Primeiro Mapeamento dos Terreiros do Distrito Federal divulgado nesta quinta-feira (3/5) pela Fundação Cultural Palmares (FCP), do Ministério da Cultura. O trabalho foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Secretaria de Cultura.

O estudo também apurou que a maioria dos terreiros fica no ambiente urbano (87,8%). Quanto à denominação, 33,5% são de candomblé, 57,8% de umbanda e 8,9% reúnem as duas religiões de matriz africana.

O evento de lançamento do estudo ocorreu no Museu Nacional da República com uma grande celebração religiosa comandada por cerca de 300 baianas. Elas fizeram uma lavagem em frente ao local para recepcionar os convidados. Para o professor da UnB responsável pelo mapeamento, Rafael Sanzio, o mapeamento dará visibilidade aos terreiros do DF e deve servir para combater a intolerância.

Esse levantamento vai ser um instrumento importante no processo de regularização desses locais e também para que a gente possa ter a promoção da cultura e da segurança na capital da República. Não podemos admitir qualquer manifestação de intolerância religiosa e racial

Rodrigo Rollemberg, governador do Distrito Federal

O chefe do Executivo local também anunciou o decreto que prevê a inclusão dos quesitos raça, cor e etnia nos formulários, sistemas de informação, avaliação, monitoramento, coleta de dados, censos, programas e ações no âmbito da administração pública do Executivo do DF.

O instrumento tem como finalidade o desenvolvimento de metodologias voltadas para a informação, apoio, monitoramento e enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial. Na ocasião, o GDF aderiu ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). Com isso, as ações de promoção de igualdade racial consolidam-se como uma política de Estado.

 

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