Proteção de crianças e adolescentes é tema de live da SSP nesta sexta

Isabela Nardoni, Bernardo Boldrini e, mais recentemente, Henry Borel tornaram-se vítimas desse tipo de crime no país

atualizado 16/04/2021 6:54

criança vítima de violênciaDivulgação/Foto ilustrativa

O Brasil acompanhou histórias revoltantes de violência contra crianças. Isabela Nardoni, Bernardo Boldrini e, mais recentemente, Henry Borel tornaram-se vítimas desse tipo de crime no país. Diante de casos brutais como esses, é necessário ação da sociedade e do Estado para coibir novos casos e proteger quem tem seus direitos básicos violados. Como forma de alertar a população, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) promove, nesta sexta-feira (16/4), uma live para falar sobre a proteção de crianças e adolescentes.

Durante a transmissão ao vivo, que será feita às 16h, por meio do Instagram da pasta, a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegada Simone Silva, a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes, Fabiana Gadêlha, da Secretaria de Justiça (Sejus) e a psicóloga da Secretaria de Saúde Fernanda Jota irão abordar as ações no Distrito Federal para coibir essa prática criminosa. A rede de proteção e acolhimento para esse público também será apresentada durante a transmissão.

“Este é um tema transversal e, por isso, é tão importante a participação de outros órgãos do Governo do Distrito Federal. O debate on-line por meio de uma plataforma tão democrática é uma forma de alerta para o cuidado com crianças e adolescentes, que são tão vulneráveis. Diante da pandemia, nosso olhar precisa ser ainda mais atento para proteção desse público”, avalia o secretário de Segurança Pública, delegado Júlio Danilo.

A importância da denúncia será ressaltada pela representante da PCDF. “Trazer esse debate à tona é essencial e oportuno. Vamos abordar a importância da denúncia, para que a polícia e demais órgãos de proteção possam atuar e coibir este tipo de crime. Desta forma, é primordial que a população entenda seu papel de proteção e denuncie, mesmo que de forma anônima, por meio 197, da PCDF, ou do Disque 100, do governo federal,”, ressalta a titular da DPCA, delegada Simone Silva.

A maior parte dos crimes ocorre no ambiente intrafamiliar. “A proximidade do abusador pode levar a família a não denunciar, por receio ou por falta de comprovação. Mas somente com a denúncia, ou mesmo o registro da ocorrência, a autoridade policial poderá atuar de forma efetiva”, completa a delegada.

Importante lembrar que o registro de ocorrência destes crimes pode ser feita por meio da delegacia eletrônica, na DPCA, localizada no Complexo da Polícia Civil, no Parque da Cidade, e ainda em uma das 31 delegacias de área nas regiões administrativas.

Durante a transmissão, a subsecretária Fabiana Gadêlha, irá mostrar que a vulnerabilidade deste público independe de classe social. “A violência não tem um recorte de classe social e todas as crianças brasileiras podem estar sujeitas e são vulneráveis à violência. E, por óbvio, as crianças mais pobres têm outras vulnerabilidades sociais que pioram a situação”.

Para Gadêlha, é necessário promover uma educação sem violência e inibir completamente a prática de castigos físicos e tratamento degradante. “Tão importante quanto esta mudança cultural é investir na capacitação e formação continuada de profissionais que atuam no atendimento de crianças e adolescentes — profissionais da saúde, professores, educadores, assistentes sociais, conselheiros tutelares, órgãos de segurança pública, sistema de Justiça e todos os agentes que atuam na proteção dos direitos da criança e do adolescente e, principalmente, as famílias”, completa.

A psicóloga Fernanda Jota afirma que o debate se faz necessário, pois é preciso ter muita atenção ao comportamento desse público para identificar possíveis violências. “Precisamos ampliar essa discussão para que as pessoas aprendam quais são os sinais que a criança emite quando está sofrendo violência. Principalmente neste período de pandemia”, finaliza.

Serviço
Live – Mecanismos de proteção de crianças e adolescentes no DF
Sexta-feira (16 de abril)
Às 16h
No Instagram da SSP/DF, o @ssp.df

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