Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Procon interdita editora que oferecia revistas e malas no Aeroporto JK

Medida é definitiva e ocorreu um mês após suspensão parcial. Empresa será multada em até R$ 6 milhões

16/10/2018 16:25, atualizado 16/10/2018 19:18
LUÍSA GUIMARÃES/METRÓPOLES
Procon interdita editora que oferecia revistas e malas no Aeroporto JK

As atividades da Editora Três, investigada por prática abusiva contra clientes no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, estão definitivamente proibidas no terminal. O Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF) interditou totalmente a empresa um mês após suspendê-la temporariamente, por 30 dias. E mais: ela será multada em até R$ 6 milhões.

Desde 2017, o órgão recebeu 319 reclamações formais de consumidores que se sentiram lesados pela editora. Eles relataram golpes aplicados de diversas formas. Os funcionários do quiosque chegavam a oferecer, de graça, malas de viagem a fim de atrair as pessoas. O Procon-DF entendeu a prática como meio abusivo de persuadir os passageiros que transitam pelo aeroporto.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Consumidores denunciaram também cobranças indevidas. Em alguns casos, as revistas eram vendidas por um preço, mas as faturas cobravam valor maior do que o acordado previamente. Em outras situações, as pessoas pagavam pelas assinaturas, mas não conseguiam cancelá-las.

Por causa disso, em 12 de setembro deste ano, o Procon-DF suspendeu por 30 dias as atividades da Editora Três. Mesmo assim, a empresa não deu uma solução para as queixas de todos os reclamantes. Diante dessa situação, o órgão fiscalizador interditou totalmente o quiosque. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) abriu inquérito para apurar o caso.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

Multa
O Procon-DF afirmou também que a empresa será multada. O valor da penalidade varia de R$ 400 a R$ 6 milhões. Para definir a quantia, o órgão vai considerar fatores como reincidência, gravidade do dano, intencionalidade e porte econômico da companhia.

O Metrópoles tentou contato com a Editora Três, mas, até a publicação desta reportagem, não havia obtido resposta.