“Processo de conturbação extrema”, diz ministro sobre Crime da 113 Sul

Ministro Antônio Saldanha votou a favor de anular a condenação da arquiteta Adriana Villela

atualizado

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1 de 1 ministro-stj-antonio-saldanha - Foto: Reprodução/YouTube

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antônio Saldanha votou a favor de anular a condenação da arquiteta Adriana Villela. A Corte julga, nesta terça-feira (2/9), recursos de defesa e acusação no caso que condenou a ré pelo triplo homicídio dos pais e da empregada da família, em 2009.

Ao optar pela anulação da condenação, o ministro Saldanha falou em “omissão que foi sendo postergada”. “Não consigo compreender por que motivo órgãos julgadores escondem partes de provas. Isso é grave”, declarou.

“Esse processo é de uma conturbação extrema. Até por isso, deveria ocorrer um julgamento estreito”, defendeu Saldanha.

Antes, o ministro Og Fernandes votou a favor de manter a condenação e prender Adriana Villela pelo triplo homicídio. O ministro risou que os elementos usados como prova que condenam Adriana Villela foram disponibilizadas anteriormente, fato que vai contra os argumentos da defesa da arquiteta.

O julgamento

Adriana Villela foi condenada a 61 anos de prisão como mandante do triplo homicídio dos pais e da empregada da família, em 2009. O caso ficou conhecido como Crime da 113 Sul, em referência ao endereço onde ocorreram os assassinatos.

Estão em discussão no STJ os recursos da defesa e da acusação. Por um lado, advogados pedem a anulação do júri que condenou Adriana Villela. A defesa alega que o crime foi um latrocínio e que as investigações falharam ao não considerar os álibis da arquiteta que a deixariam distante do local do crime no fatídico dia.

O Ministério Público, por outro lado, pede a prisão imediata da arquiteta, que recorreu da sentença em liberdade. Para a acusação, o crime foi cometido devido a desavenças financeiras entre a filha e os pais. O ex-porteiro do Bloco C da 113 Sul foi acusado de receber dinheiro da arquiteta para simular um assalto à casa da família, antes de matar as vítimas a facadas.


Crime da 113 Sul

  • Em agosto de 2009, José Guilherme, Maria e Francisca foram mortos no apartamento da família, no 6º andar de um prédio na 113 Sul.
  • As vítimas foram golpeadas com mais de 70 facadas pelos autores do crime.
  • No julgamento de 2019, o porteiro do prédio à época, Paulo Cardoso Santana, foi condenado a 62 anos de prisão por ter matado as vítimas. Considerados coautores, Leonardo Campos Alves e Francisco Mairlon tiveram penas fixadas em 60 e 55 anos, respectivamente.
  • Metrópoles contou o caso com riqueza de detalhes no podcast Revisão Criminal. Em sete episódios, as teses da defesa e da acusação foram explicadas com profundidade.

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