Presos se passavam por mulheres para aplicar golpes em homens casados

Por meio de redes sociais e sites de relacionamento, os detentos fingiam ser jovens atraentes à procura de homens mais velhos

atualizado

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Dados divulgados pela Defensoria Pública do estado apontam agressões contra presos por PMs
1 de 1 Dados divulgados pela Defensoria Pública do estado apontam agressões contra presos por PMs - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Policiais da 23ª DP (P Sul) deflagram, nesta terça-feira (15/2), uma operação contra presidiários da Penitenciária de Jacuí (PEJ), em Charqueadas, no Rio Grande do Sul. A associação criminosa é investigada pelo crime de extorsão sexual. Batizada de Operação Nudes, a ação contou com apoio de policiais civis do estado gaúcho. Além dos presos, o golpe contava com a participação de familiares dos detentos.

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Segundo a investigação, os detentos realizavam um contato inicial com as vítimas, por meio de redes sociais e sites de relacionamento, onde fingiam ser jovens atraentes à procura de homens mais velhos, preferencialmente comprometidos.

“A investigação iniciou-se com uma vítima aqui da nossa área, mas eles praticam contra vítimas do Brasil inteiro”, informa o delegado Thiago Boeing, da 23ª DP.

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Um dos foragidos é condenado a 88 anos de prisão
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Investigação foi conduzida pela 23ª DP
Ao todo, 30 foragidos foram presos em quatro dias
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Penitenciária de Jacuí (PEJ), em Charqueadas, no Rio Grande do Sul
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Penitenciária de Jacuí (PEJ), em Charqueadas, no Rio Grande do Sul

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Um dos foragidos é condenado a 88 anos de prisão
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Vitor Rodrigues de Oliveira foi preso em flagrante por tentativa de latrocínio
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Ao todo, 30 foragidos foram presos em quatro dias

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Em seguida, eles solicitavam o envio de fotos e conversa de cunho sexual. Após algum tempo, os autores entravam em contato se passando por policiais civis do Rio Grande do Sul e diziam que a jovem era menor de idade e seus familiares teriam registrado ocorrência. É nesse momento em que a vítima passa a ser extorquida, com a falsa promessa de extinguir a suposta investigação.

“Depois de alguns meses eles voltavam a entrar em contato, dessa vez, se passando pelo corregedor da polícia de lá [Rio Grande do Sul]. Falavam que soube da extorsão, que corromperam agente público e esse suposto corregedor voltava a extorquir as vítimas novamente”, completa Boeing.

O grupo conta com apoio de parentes para o contato com as vítimas e o recebimento de valores. Em um primeiro momento, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 13 investigados, sendo 10 internos da penitenciária. “Por enquanto, temos treze identificados. Mas ainda tem mais gente”, finaliza o delegado.

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