Preço das passagens de ônibus do Entorno pode ter novo aumento

A ANTT afirmou que o tema está em discussão na Diretoria Colegiada. O reajuste previsto é de 2,91%, mas governos ainda discutem consórcio

atualizado

metropoles.com

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Hugo Barreto/Metrópoles
Ônibus em terminal no Entorno do DF
1 de 1 Ônibus em terminal no Entorno do DF - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Seis meses após a suspensão do aumento, as tarifas do transporte público no Entorno do Distrito Federal podem sofrer um reajuste de 2,91% a partir de 22 de agosto.

Oficialmente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) disse, por meio de nota, que a continuação ou não da suspensão do reajuste está em avaliação pela Diretoria Colegiada da ANTT. “Assim que houver uma decisão, ela será amplamente divulgada”, ressaltou a agência.

Porém, o Metrópoles apurou que a decisão já teria sido tomada pelo diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio e foi informada, em julho, à Secretaria de Mobilidade (Semob-DF), à Secretaria de Governo de Goiás e à Secretaria do Entorno de Goiás.

Durante participação no Seminário Nacional NTU 2025, promovido pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), nessa quarta-feira (13/8), o secretário da Semob-DF, Zeno Gonçalves, alertou sobre os impactos da medida.

“A ANTT vai aumentar as passagens e isso vai significar mais custos para os trabalhadores e mais desemprego, pois o empresário vai dispensar o funcionário que mora no Entorno, por causa dos custos com o transporte”, avaliou.

Veja como podem ficar os novos valores em algumas das cidades do Entorno:

  • Águas Lindas (GO)
    – Atual: R$ 10,85
    – Com reajuste: R$ 11,15
  • Luziânia (GO)
    – Atual: entre R$ 10,35 e R$ 11,65
    – Com reajuste: entre R$ 10,70 e R$ 12,05 (trecho até Taguatinga)
  • Planaltina (GO)
    – Atual: R$ 11,05
    – Com reajuste: R$ 11,35
  • Valparaíso (GO)
    – Atual: entre R$ 4,90 e R$ 8,85
    – Com reajuste: entre R$ 5,05 e R$ 9,15

Convênio

Enquanto isso, seguem em andamento as tratativas para a criação do Consórcio Interfederativo da Região Metropolitana do Entorno do Distrito Federal (CIRME).

A proposta é voltada à gestão integrada do transporte semiurbano entre o Distrito Federal e os municípios do Entorno e o projeto conta com estudos técnicos e recomendações elaboradas pelo Grupo de Trabalho instituído pelo Ministério dos Transportes.

O objetivo é melhorar a qualidade do serviço e tornar as tarifas mais acessíveis, além de estruturar um arranjo institucional capaz de viabilizar planejamento compartilhado, licitações sob governança interfederativa, fiscalização unificada e subsídio tarifário coordenado.

Impasse

Em fevereiro, o governador em exercício de Goiás, Daniel Vilela (MDB), se reuniu com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e prefeitos do Entorno, no Palácio do Buriti, em Brasília, para discutir a criação do consórcio.

A proposta prevê que a União arcaria com investimentos em infraestrutura — renovação de frota, construção de plataformas e reforma de terminais — enquanto os governos de Goiás e do Distrito Federal firmariam um convênio para subsidiar a tarifa em cerca de R$ 67 milhões por ano, reduzindo o preço médio das passagens para R$ 8.

Diante da ausência de definição por parte da União, Daniel Vilela protocolou, na Casa Civil, o pedido para constituição do consórcio, com base nas recomendações do Ministério dos Transportes. O documento foi entregue ao Secretário Especial do Programa de Aceleração do Crescimento, Maurício Muniz. Até o momento, não houve resposta formal.

A Casa Civil da Presidência da República informou que o ofício foi recebido e está “em tratativas internas”.

Procurada pela reportagem, o governo de Goiás disse, por meio de nota, que reafirmou sua disposição ao diálogo e à cooperação técnica com a União, o GDF e os municípios do Entorno, para viabilizar um modelo jurídico-operacional que assegure qualidade no serviço e tarifas mais acessíveis para a população.

O secretário Zeno Gonçalves ressaltou a importância de um posicionamento do governo federal sobre o consórcio, durante o NTU 2025. Segundo ele, entre 2010 e 2022, a população do Entorno cresceu 69%.

“Hoje, temos a segunda maior região metropolitana do Brasil, somando DF e Entorno”, comentou. “Por isso, precisamos muito que o governo federal tome a decisão, pelo menos dizendo o não, para que possamos tomar o nosso rumo”, avaliou Zeno.

O gestor afirmou que os dois governos — do DF e de Goiás — querem constituir o consórcio. “Estamos com o protocolo de intenções e a minuta do projeto de lei prontos. Só que a gente precisa dessa decisão, pois já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance”, observou.

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