Por pecúnias e reajuste, professores do DF entram em estado de alerta
Em assembleia realizada no Palácio do Buriti nesta sexta (14/06/2019), docentes pressionaram Ibaneis a desistir de extinguir licenças-prêmio
atualizado
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Os professores da rede pública de ensino decidiram não paralisar as atividades, pelo menos até o próximo encontro com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que deve ocorrer na semana que vem. Os docentes querem demover do chefe do Executivo local a ideia de extinguir as licenças-prêmio dos servidores públicos da capital do país. Durante a assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (14/06/2019), em frente ao Palácio do Buriti, os educadores optaram por ficar em compasso de espera.
Em projeto de lei protocolado na Câmara Legislativa na quinta-feira (13/06/2019), o GDF sugere acabar com com as pecúnias no funcionalismo local. A justificativa do Palácio do Buriti é que, em tempos de ajuste fiscal, o estado não comporta manter tal benefício. Estudo da área econômica do GDF aponta para uma dívida de R$ 660 milhões com pecúnias para 1.850 trabalhadores. Em 2018, o Palácio do Buriti liberou R$ 147 milhões para pagamento do benefício.
“Ele [Ibaneis Rocha] se comprometeu a marcar uma reunião e estamos em estado de alerta. Pode haver necessidade de paralisação a qualquer momento”, explicou Rosilene Corrêa, integrante da comissão de negociação e diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro).
“Fora Weintraub”
Além disso, a categoria decidiu aderir ao calendário nacional das centrais sindicais contra a reforma da Previdência. Os docentes aproveitaram o quórum na assembleia para lançar a campanha “Fora Weintraub”, contra a política de corte na verba da educação imposta pelo ministro da pasta Abraham Weintraub. Na pauta ainda foi debatido os próximos passos da cobrança pelo pagamento da terceira parcela do reajuste das 32 categorias do funcionalismo local.