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Política

Relatório aponta servidores que teriam deletado arquivos na Câmara

Metrópoles teve acesso ao documento. Os 300 megas excluídos da rede do gabinete 16 e da Vice-Presidência teriam sido apagados por funcionários de Liliane Roriz (PTB), segundo investigação feita pela Coordenação de Informática da Casa. A queima de arquivo ocorreu antes da Operação Drácon

Repórter de Política02/09/2016 14:49, atualizado 03/09/2016 11:43
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Brasília(DF), 21/06/2016 - Cldf discute a regulamentação do UBER em Brasília - Na foto Liliane Roriz Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles
Relatório aponta servidores que teriam deletado arquivos na Câmara

A Coordenação de Informática da Câmara Legislativa concluiu a auditoria para descobrir quem apagou os arquivos do Gabinete 16, da deputada distrital Liliane Roriz (PTB). O Metrópoles teve acesso aos documentos que apontam suposta atuação de três pessoas, lotadas na estrutura da Vice-Presidência e no gabinete da parlamentar.

No relatório elaborado pela coordenação, aponta-se que Lúcia Maria Di Lorenzo Leal teria deletado 47.436 arquivos. Na senha atribuída a Leonardo de Castro Vieira teriam sido excluídas 6.497 pastas. E, no login de Angélica Veras dos Anjos, foram removidos 175 arquivos.

Os arquivos foram deletados quatro dias antes de promotores e policiais civis cumprirem mandados de busca e apreensão no Legislativo local. A Operação Drácon foi deflagrada no dia 23/8 para investigar denúncias de um suposto esquema de cobrança de propina por deputados distritais para a destinação de emendas parlamentares. Ao todo, foram apagados 300 megas de informação como projetos de lei, documentos e fotos, entre outros.

O pedido de investigação e recuperação dos documentos foi feito pelo chefe de gabinete da deputada Liliane Roriz. Como eles são os solicitantes, foram os primeiros a receber o relatório. As pastas e os arquivos criados e salvos até 18 de agosto foram recuperados integralmente. No entanto, os arquivos salvos ou alterados durante o expediente de 19 de agosto não puderam ser recuperados.

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De acordo com a assessoria de imprensa da deputada Liliane Roriz, a parlamentar só irá se pronunciar após o Ministério Público concluir suas investigações. Ainda segundo a assessoria, Liliane está de licença sem vencimentos. Quanto ao questionamento à CMI sobre o sumiço dos arquivos da rede do Gabinete 16, ele foi feito pelo chefe de gabinete, José Adenauer. A assessoria da filha do ex-governador Joaquim Roriz reitera que não há, por parte de Liliane, nenhum interesse em se precipitar nas suas declarações.

Na manhã desta sexta-feira (2/9), policiais e promotores voltaram aos gabinetes da Câmara Legislativa para recolher mais provas contra os distritais e servidores da Casa.

Aguarde mais informações