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Dois ex-secretários de Saúde do DF vão se encontrar na campanha eleitoral. Eles se mobilizam em pontos diferentes do tabuleiro político de olho nas urnas. De um lado, Fábio Gondim, titular ainda no governo Rodrigo Rollemberg, anunciou a entrada no PSDB, um dos partidos mais fervorosos da oposição. Do outro lado está Rafael Barbosa, que ocupou uma das cadeiras mais importantes do GDF quando Agnelo Queiroz (PT) liderava o Executivo local. Ele, agora, é do MDB.

Fábio Gondim saiu pela porta dos fundos do GDF em 2016, sete meses após assumir o cargo. Pouco depois, ele ganhou holofotes após a divulgação do áudio em que afirmou haver um “meio podre” na Secretaria de Saúde. O ex-secretário mudou de legenda na sexta-feira (6/4), um dia antes do fim do prazo para filiações de quem tem intenção de concorrer ao pleito deste ano.

Ele pretendia disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Avante-DF, mas não resistiu ao convite do PSDB. Ao Metrópoles, contou que já mantinha um pé dentro da legenda, pois é chefe de gabinete do senador Roberto Rocha (PSDB). “Só não tinha ido porque o PSDB estava em dúvida, rachado”, revela, ao mencionar a crise interna finalizada nesta semana com a saída da fundadora e ex-governadora Maria de Lourdes Abadia e outros correligionários. Arquivo pessoal

Rafael Barbosa, também na sexta, se filiou ao MDB, ao lado do presidente licenciado do diretório regional da sigla e ex-vice-governador do DF, Tadeu Filippelli. O ex-secretário é pré-candidato à Câmara Legislativa.

Rafael Barbosa enfrentou a Justiça por decisões tomadas quando comandava a Secretaria de Saúde. Foi condenado por improbidade administrativa no caso da transferência da administração e execução das atividades do Hospital da Criança de Brasília para o Instituto de Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe).

E também pela inauguração e ocupação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de neurotrauma do Hospital de Base (HBDF), sem o cumprimento das exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com denúncia do Ministério Público do DF e dos Territórios (MPDFT).

O Metrópoles não conseguiu contato com Rafael Barbosa até a última atualização desta matéria.