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A base aliada do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) sofreu dois baques nesta sexta-feira (10/11). O PSD – partido do vice-governador, Renato Santana – decidiu desembarcar do GDF. E a Rede confirmou que estuda decisão semelhante. A sigla de Santana, comandada pelo deputado federal Rogério Rosso na capital, confirmou a medida hoje. Já a Rede marcou anúncio oficial para a próxima sexta-feira (17).

Os atritos com o PSD ocorrem desde o início da gestão Rollemberg, mas o estopim que levou à ruptura definitiva foi a negociação de bastidores nos últimos dias para tirar o secretário de Justiça e Cidadania, Arthur Bernardes, da Pasta. O PSD não aceitou perder o posto e partiu para a ofensiva.

Segundo integrantes da legenda, o PSB de Rollemberg deu largada às composições para 2018, quando o governador deve tentar a reeleição, sem diálogo com o PSD. Agora, o partido de Rosso orienta os filiados a pedirem exoneração de seus cargos.

 

O pleito do próximo ano também é o motivo de a Rede sair do governo. De acordo com o porta-voz da legenda, Pedro Ivo, “essa é a forma mais honesta de ficar livre para negociar alianças”. Segundo ele, a gestão de Rollemberg tem erros e acertos e é preciso estar de fora para avaliar. “Vamos debater os prós e contras para saber se caminharemos com o governo ou não”, disse.

Pedro Ivo assegurou que, caso a Rede decida sair do governo, entregará os dois cargos de chefia que tem: de Jane Vilas Bôas, presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), e de André Lima, secretário de Meio Ambiente.

PDT 
A movimentação no xadrez político do DF ocorre um mês após Rollemberg perder um aliado importante: o PDT, do presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle. Em 11 de outubro, a legenda decidiu deixar a base, sob o argumento de que não concordava com a atual gestão à frente do Palácio do Buriti.

 

 

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