Polícia Civil divulga nota para defender investigações “isentas”

Segundo o órgão, "nenhum componente político influenciará a técnica, a lisura, a ética, a dedicação e o empenho dos policiais civis"

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 13/08/2018 22:36

Após manifestação do Sindicato dos Policiais do DF (Sinpol) e do Sindicato dos Delegados de Polícia (Sindepo) em repúdio ao texto do PSB divulgado nessa sexta-feira (10/8), no qual o partido atacava a Polícia Civil, o Ministério Público e a imprensa, nesta segunda-feira (13) foi a vez de a própria Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) emitir nota em apoio à instituição.

Sem fazer referência ao Inquérito 386/2018, que investiga suposta prática de tráfico de influência e advocacia administrativa orquestradas por uma organização criminosa dentro do Palácio do Buriti, a PCDF defendeu a independência para apuração de fatos.

“Todas as investigações policiais são acompanhadas pelo Ministério Público, bem como pelo Poder Judiciário, e nenhum componente político influenciará a técnica, a lisura, a ética, a dedicação e o empenho dos policiais civis”, diz trecho da nota.

Ainda no texto, a instituição garante que manterá de forma autônoma os processos investigativos. “A sociedade do Distrito Federal permanecerá perenemente protegida por uma Polícia Judiciária autônoma e isenta de orientações político-partidárias em sua atuação”.

As suspeitas pairando sobre o Governo do Distrito Federal (GDF) ganharam projeção após o Metrópoles ter noticiado com exclusividade o inquérito gerador da Operação (12:26), a qual apura a ação de um grupo que usaria sua influência sobre agentes públicos para defender interesses privados.

O nome da operação faz referência a um provérbio do Velho Testamento que diz: “O homem honesto é cauteloso em suas amizades, mas o caminho dos ímpios o leva a perder-se”.

Investigações
Entre os personagens investigados, está o advogado Carlos Augusto Rollemberg, irmão do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

De acordo com o delegado que coordena a Operação (12:26), Fernando César Costa, “saltam aos olhos os indícios de que o acordo ilícito está assentado de forma duradoura, haja vista que há atos concretos de crimes praticados pelos investigados há aproximadamente três anos, com ocorrências destacadas em 2015, 2017 e 2018”.

Costa é titular da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor).

Leia a nota na íntegra:

PCDF: Uma polícia judiciária de Estado

A Polícia Civil do Distrito Federal é uma instituição de Estado que trabalha estritamente dedicada ao interesse público. Somos servidores honrados que escolhemos servir à Segurança Pública e nada nos afastará dessa missão.

Todas as investigações policiais são acompanhadas pelo Ministério Público, bem como pelo Poder Judiciário, e nenhum componente político influenciará a técnica, a lisura, a ética, a dedicação e o empenho dos policiais civis.

A sociedade do Distrito Federal permanecerá perenemente protegida por uma Polícia Judiciária autônoma e isenta de orientações político-partidárias em sua atuação.

Divisão de Comunicação/DGPC

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