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Política

Justiça determina que presidente do SindSaúde deponha em sessão aberta

Decisão da desembargadora Maria de Fátima Rafael tem caráter liminar. Depoimento da sindicalista está marcado para as 10h desta quinta-feira (21/7)

21/07/2016 08:34, atualizado 21/07/2016 09:03
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Reprodução/Facebook
Justiça determina que presidente do SindSaúde deponha em sessão aberta

O pedido do Governo do Distrito Federal (GDF) para que o depoimento da presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do DF (SindSaúde), Marli Rodrigues, à CPI da Saúde fosse feito a portas abertas foi deferido pela Justiça. A desembargadora Maria de Fátima Rafael, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), fez a determinação em caráter liminar.

Na noite de quarta-feira (20/7), o governo local ajuizou um mandado de segurança para evitar que o depoimento fosse feito em sigilo. A solicitação havia sido feita anteriormente ao presidente da comissão, deputado Wellington Luiz (PMDB), que negou o pedido.

Marli havia solicitado ser ouvida em sessão fechada na Câmara Legislativa. Na decisão, a desembargadora afirmou que “não se verifica motivo aparente para que o depoimento da referida testemunha seja colhido em ambiente secreto, somente na presença de parlamentares”. “Ao contrário, o acesso restrito à sessão implica ato de censura e violação ao princípio da publicidade”, alegou no texto.

Crise dos grampos
A sindicalista é pivô de pelo menos duas gravações que denunciam esquemas de corrupção dentro da Secretaria de Saúde e também na Fazenda, envolvendo o vice-governador Renato Santana e o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim. Ela será a primeira a ser ouvida pelos parlamentares, às 10h desta quinta (21), em sessão aberta.

O vice-governador falará às 15h. Santana se colocou à disposição da CPI para comentar as denúncias de cobrança de propina. De acordo com o vice, ele teria levado as informações ao conhecimento do governador Rodrigo Rollemberg no início do ano.

O chefe do Executivo, no entanto, afirmou à imprensa não ter encontrado o nome apontado por Santana e que, por esse motivo, não deu continuidade às investigações, que foram feitas pela Controladoria Geral do DF.