Inquérito dividido para acelerar investigações
Quatro frentes de apuração foram abertas pela Polícia Civil na Operação Trick
atualizado
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Para evitar vazamentos e ter celeridade nas apurações, a Polícia Civil desmembrou o inquérito da Operação Trick em quatro núcleos. O primeiro ficou a cargo da Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco). Os outros três núcleos são de responsabilidade da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, Ordem tributária e a Fraudes (Corf). O Metrópoles teve acesso ao núcleo 2 da investigação onde foram identificados pelos menos 23 suspeitos de integrar direta ou indiretamente o esquema criminoso. Nesta parte da apuração surgiu o nome da deputada distrital Telma Rufino, expulsa do PPL no último dia 31.
A casa da distrital foi alvo de mandados de busca e apreensão quando houve a deflagração da operação. Telma Rufino responde a acusações de adquirir diplomas falsos de graduação e pós-graduação em uma faculdade particular do Distrito Federal, e de favorecimento a um grupo empresarial na compra de um terreno em Águas Claras. No entanto, o inquérito da Corf frisa que Telma não possui envolvimento direto nas fraudes praticadas pela quadrilha. “Embora tivesse ciência de que Edgard abre contas bancárias em nome de empresas de fachada não há qualquer vinculação com os desvios fraudulentos”, ressalta o relatório policial.
A reportagem conversou com o 1º secretário do PPL para o Centro-Oeste, Roberto Bitencourt. Ele afirmou que Campanella pediu afastamento da presidência do partido para se dedicar exclusivamente à sua defesa. “É um momento em que ele (Campanella) reservou para mostrar à Justiça que ele não possui qualquer ligação com empréstimos fraudulentos”, disse.
