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Os processos de cassação contra os deputados denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na esfera da Operação Drácon, vão continuar parados na Câmara Legislativa. O presidente interino da Casa, deputado Juarezão (PSB), afirmou, em nota, que vai aguardar a Justiça se manifestar sobre a ação encaminhada pelo MP nesta segunda-feira (21/11).

Ao todo, a Câmara tem sobrestado 10 pedidos de cassação contra a presidente afastada Celina Leão (PPS), Bispo Renato Andrade (PR), Raimundo Ribeiro (PPS), Julio Cesar (PRB) e Cristiano Araújo (PSD). Eles foram denunciados pelo MPDFT por corrupção passiva por pedirem suposta propina em troca da aprovação de emendas para a saúde.

As representações contra os distritais foram feitas pela organização não governamental (ONG) Adote Um Distrital e pelo Partido dos Trabalhadores. Elas tiveram encaminhamento aprovado pela Procuradoria da Câmara Legislativa, mas pararam na Mesa Diretora, quando ela ainda estava com sua formação interina.

“Caso haja manifestação judicial em relação ao recebimento das denúncias apresentadas, a nova situação será levada à atenção da Mesa Diretora e submetida à deliberação colegiada”, afirmou, por meio de nota, a assessoria do presidente interino da Câmara.

Em agosto, a pedido do MPDFT, a Justiça determinou o afastamento de Celina, Raimundo Ribeiro, Julio Cesar e Bispo Renato da Mesa Diretora, durante as investigações. Em 18 de outubro, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve apenas Celina longe do comando da Câmara.

Com a atual formação, os distritais acusados votariam pelo próprio prosseguimento ou não dos processos contra eles mesmos.

 

 

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