Chico Vigilante: “Não admito ataques à minha família”

Petista comentou áudios em que servidores de Celina Leão falavam a respeito de buscar informações sobre o filho dele

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Daniel Ferreira/Metrópoles
Sessão no plenário da CLDF
1 de 1 Sessão no plenário da CLDF - Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles

A primeira sessão da Câmara Legislativa no pós-carnaval foi marcada pela repercussão de áudios da Operação Drácon. Nesta quinta-feira (2/3), as discussões giraram em torno dos áudios captados pela polícia e pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) ao longo dos 10 dias seguintes à deflagração da ação que abalou a CLDF em 23 de agosto do ano passado.

Chico Vigilante (PT), por exemplo, usou o tempo de discurso para criticar indiretamente a colega Celina Leão (PPS). Em uma das conversas gravadas pelos investigadores no gabinete de Celina, servidores estariam interessados em informações sobre o filho do petista, inclusive onde o rapaz mora, para “começar a incomodar” Vigilante.

Podem fazer o que quiserem, mas não admito ataques à minha família. Não vou admitir que pessoas queiram vasculhar a vida do meu filho. Não mexam com a minha família

Chico Vigilante

A conversa flagrada no gabinete de Celina seria uma resposta por Vigilante ter denunciado a retirada de computadores da Casa um dia antes da deflagração da Drácon. Servidores ligados à ex-presidente da CLDF teriam levado os equipamentos.

O discurso do petista foi acompanhado por representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que estavam na galeria do plenário. A deputada federal Erika Kokay (PT) também esteve na Casa em apoio a Vigilante.

Celina Leão e Cristiano Araújo (PSD), que foram interceptados pelas gravações, não participaram da sessão desta quinta-feira (2). O plenário só contou com 10 dos 24 distritais.

Na mira do MPDFT
Além de Celina e Cristiano, outros três são investigados por suposta cobrança de propina em troca da liberação de emendas parlamentares: Raimundo Ribeiro (PPS), Julio Cesar (PRB) e Bispo Renato Andrade (PR).

Ricardo Vale (PT), presidente da Comissão de Ética, defendeu a abertura de processo contra todos os parlamentares citados na Drácon. “Se a gente não apura, fica só a versão do que vem de fora, e isso é ruim para os deputados. É obrigação investigar toda e qualquer denúncia. Não fazer isso gera dúvida sobre o papel da Casa, e a Câmara custa muito alto ao contribuinte, para não fazer isso”, afirmou.

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