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A primeira audiência de instrução que apura o crime de formação de quadrilha – e uma das peças do processo originado pela operação Caixa de Pandora –, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), foi interrompida pouco depois de começar na tarde desta segunda-feira (21/9) e, quatro horas depois, suspensa e remarcada.

Os advogados de 19 réus trouxeram um despacho do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) pedindo a prorrogação do processo administrativo da delação de Durval Barbosa para homologá-la sob o argumento de que o “caso é dinâmico, complexo, inconcluso”. Com base nesse pedido, solicitaram a nulidade da audiência, já que todo o processo está ancorado nas denúncias dele. Ao todo, foram arroladas 104 testemunhas de defesa e acusação dos 19 réus.

Ao analisar o pedido dos advogados, o juiz da 7ª Vara Criminal do TJDFT indeferiu a solicitação, justificando que a lei que rege a delação premiada não exige homologação da Justiça. A próxima audiência ficou mantida para o próximo dia 25.

Arruda liberado
O ex-governador José Roberto Arruda conseguiu dispensa. Segundo seu advogado, Ticiano Figueiredo, é facultativa a presença dele nas audiências de instrução. Somente na fase de interrogatório é que ele irá.  O ex-vice-governador Paulo Octávio (foto) e os ex-secretários José Umberto e José Geraldo Maciel estiveram no tribunal.

Semana passada, também foi suspensa outra audiência de instrução referente à Caixa de Pandora, no processo que investiga uma tentativa de suborno ao jornalista Edson Sombra, na mesma vara. Na ocasião, a defesa de Arruda conseguiu direito igual ao concedido pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ex-deputado Leonardo Prudente, para ter acesso ao conteúdo da delação premiada de Durval Barbosa, acusado de ser o operador do esquema de pagamento de propina.