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O nome oficial que deve representar 12 partidos na corrida deste ano ao Palácio do Buriti pode ser lançado nesta sexta-feira (11/5). O grupo, hoje formado por PSD, PTB, PSDB, PRB, PPS, PMB, PSDC, PSC, Patriota, PPL, PHS e PSL, terá de decidir entre três possibilidades de pré-candidatura: Alírio Neto (PTB), Izalci Lucas (PSDB) e Wanderley Tavares (PRB).

A tarefa de bater o martelo será de responsabilidade do deputado federal Rogério Rosso (PSD) e do senador Cristovam Buarque (PPS), escolhidos pelas siglas para montar a chapa majoritária. O desafio será analisar critérios específicos, como pesquisas de intenção e rejeição de voto, viabilidade política e, ainda, aceitação interna.

Apesar de ser formalizado após as convenções partidárias, o anúncio – previsto para ocorrer até o início de agosto – ajudará a tornar mais claro o cenário para a disputa pela sucessão do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que concorrerá a reeleição. Além de ter reunido mais de 1,3 milhão de votos nas últimas eleições, a aliança é considerada importante no jogo político atual, considerando a garantia de pelo menos 30% do tempo total de rádio e TV destinado aos partidos políticos durante a campanha.

A deliberação final, contudo, não será tarefa fácil. A escolha de um nome, necessariamente, causará desconforto a outros, independentemente de quem seja o referendado. Por isso, aliados costuram internamente justificativas plausíveis no sentido de evitar quaisquer rusgas internas, fato que poderia desestabilizar a atual composição.

Em levantamentos internos, Alírio e Izalci aparecem tecnicamente empatados. A favor do petebista, há a unidade do partido em torno da candidatura, cenário que não ocorre regionalmente com o tucano. No entanto, o deputado federal possui fundo partidário e tempo expressivo no horário eleitoral gratuito, além da força da campanha presidencial do PSDB.

Em relação ao terceiro concorrente, apesar de não ser um nome com tradição política, Wanderley Tavares tem por trás o peso das igrejas evangélicas, panorama que ajudaria a alavancar um possível crescimento em eventuais cenários.

Integrantes do grupo costuram a criação da chapa de forma com que os três saiam contemplados em posições de destaque, seja como candidato ao GDF, vice, ou até mesmo primeiro-suplente de Cristovam Buarque, nome em evidência nos levantamentos espontâneos de intenção de votos para a reeleição ao Senado.

 

Unidade 
O Metrópoles ouviu várias fontes das siglas que tentam se reunir em torno de uma candidatura conjunta. De acordo com uma avaliação geral, será difícil chegar a um consenso. “Nosso partido não aceita o Izalci como cabeça de chapa, por ser candidato dele mesmo. Outros não aceitam o Alírio. Algumas pessoas não querem o Wanderley por ele ser neófito. A conclusão disso poderá, inclusive, rachar a atual aliança. O cuidado é muito necessário”, assinalou um dos integrantes, sob condição de anonimato.

A análise de outras alas desse grupo é de que tudo vai depender da construção feita por Cristovam e Rosso para justificar a escolha. Segundo o deputado federal, a decisão será pautada na perspectiva de elaborar um programa de gestão focado em setores considerados cruciais pelos brasilienses.

Esperamos que as decisões se balizem em um único espírito: tirar o DF do abandono, executando um programa de governo exequível, prioritário nas áreas de saúde, segurança, educação, geração de emprego e inovação, com a participação direta da sociedade"
Rogério Rosso, deputado federal

Bombardeio
Momentos antes da escolha, as negociações internas foram intensificadas por representantes dos três concorrentes, que buscavam o fortalecimento dos próprios nomes. Houve ainda a tentativa de desconstrução de adversários, o chamado “fogo amigo”. No entanto, os postulantes seguem firmes na expectativa de encabeçar a chapa.

Na esperança de conseguir cair na graça dos aliados, Wanderley Tavares pondera sobre a necessidade de o anúncio ser um “tiro certeiro”. “Não adianta ser escolhido e não ter unanimidade nem manter a unidade do grupo. É claro que, se eu tiver a honra dessa missão, vou partir para a guerra”, afirmou.

O tucano Izalci Lucas é mais otimista. “Tem muita gente torcendo contra. Tenho certeza absoluta de que haverá união, independentemente da escolha. Desde lá de trás, a gente vem com a convicção de mantermos a unidade. Quem tenta desestabilizar o nosso grupo vai quebrar a cara. Estaremos juntos e vamos ganhar as eleições”, acredita.

Procurado pela reportagem, o pré-candidato do PTB, Alírio Neto, disse estar confiante, apesar de lembrar da agilidade como as coisas acontecem na política. “Estou confiante. Se a decisão fosse na quinta, teria certeza de que seria eleito. Como só é na sexta-feira, a gente não sabe como será. Mesmo assim, seja ela qual for, o PTB respeitará a escolha”, assinalou.

 

 

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