Policial penal do DF surta, saca arma e ameaça atirar em porteiro de prédio

Trabalhador foi até a casa do policial penal para registrar os danos causados no residencial. Nesse momento, ele teria sido ameaçado

Hugo Barreto/Metrópoles

atualizado 29/06/2020 20:42

Um policial penal do Distrito Federal foi preso sob a suspeita de bater em um carro, quebrar a guarita do condomínio onde vive e atirar na direção de moradores, em Goiânia. De acordo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil de Goiás, o morador Gibson Leandro Carmo dos Santos se envolveu em um acidente de trânsito e voltou em alta velocidade para seu condomínio. Lá teria destruído equipamentos do prédio, sacado arma para vizinhos e ameaçado matar o porteiro do edifício.

Segundo relato de testemunhas, no último sábado (27/06), o porteiro do prédio foi até a casa do policial penal para registrar os danos causados após o policial retornar ao condomínio. Nesse momento, o homem teria sacado a arma e ameaçado o trabalhador.

“Na hora que tentou engatilhar, ele se atrapalhou um pouco e deu tempo de correr. Eu me abriguei no apartamento da minha irmã, que é uma policial, e ele pegou o carro novamente e veio aqui para a portaria me ameaçando, que iria me matar”, disse o funcionário, em depoimento.

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Tiros na rua

O homem explicou ainda que, ao sair do apartamento da irmã, precisou se esconder atrás do carros, pois estava “ouvindo os tiros, não sei se na minha direção ou na direção da síndica, que estava na portaria já também”. Uma câmera de segurança registrou quando um homem empurra a síndica dentro da portaria.

Em seguida, aparecem outras moradoras, que se escondem ao ouvir os disparos. “Ficamos com medo, entramos em uma mercearia, fechamos a porta, ficamos com muito medo dele dar tiro para todo lado, porque ele não estava normal. Foram três ou quatro tiros”, disse a enfermeira Maria de Fátima da Silva.

Segundo as testemunhas, durante o ataque de fúria, o homem também destruiu equipamentos que estavam dentro da guarita, como um ventilador e um computador. O prejuízo estimado é de R$ 4 mil.

Seap vai apurar

O policial mora em Goiânia, mas atua no sistema prisional do DF. Procurada para comentar o caso,  a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) esclareceu que, até o momento, não recebeu notificação a respeito do fato relatado.

“A Seap ressalta que todo e qualquer desvio de conduta de seus servidores é apurado por meio de procedimentos, administrativos e apuratórios, instaurados para entender as circunstâncias do ocorrido”, disse a pasta, em nota. (Com informações do G1 Goiás)

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