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Distrito Federal

Policial condenado por estuprar neta e sobrinha recebe 17 mil por mês

Procurado pela Interpol e preso por estupro, ex-policial civil aposentado seguia na folha de pagamento do Governo de Goiás

11/11/2025 02:20, atualizado 11/11/2025 09:34
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Reprodução / PCGO
Policial condenado por estuprar neta e sobrinha recebe 17 mil por mês

Mesmo condenado por estuprar quatro crianças e incluído na lista vermelha da Interpol, o ex-policial civil aposentado Gelásio Franco Filho, de 63 anos, continua recebendo salário do Governo de Goiás (GO).

Segundo dados do Portal da Transparência do Estado de Goiás, Gelásio recebeu R$ 17,2 mil brutos em outubro de 2025, com R$ 9.866,14 líquidos depositados em sua conta. O pagamento foi feito pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-GO).

O ex-policial foi preso na sexta-feira (7/11), na zona rural de Petrolina de Goiás, durante operação conjunta das polícias Civil e Militar. Ele estava foragido da Justiça e chegou a ser incluído na lista vermelha da Interpol, que reúne os criminosos mais procurados do mundo.

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Gelásio Franco Filho
Policial civil procurado
Ex-policial foragido da Interpol por estuprar neta e sobrinha é preso
Gelásio também está na lista vermelha da Interpol
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Gelásio também está na lista vermelha da Interpol

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Gelásio Franco Filho
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Gelásio Franco Filho

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Policial civil procurado
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Policial civil procurado

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Ex-policial foragido da Interpol por estuprar neta e sobrinha é preso
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Ex-policial foragido da Interpol por estuprar neta e sobrinha é preso

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Crimes 

A Justiça condenou Gelásio a 13 anos e 6 meses de prisão por estuprar crianças em Goiânia. Entre as vítimas, estão neta, sobrinha, enteada e vizinha.

As investigações apontaram que o ex-policial se aproveitava da confiança familiar e do convívio diário para cometer os abusos, que se repetiram por vários anos. Após a condenação definitiva, ele fugiu e passou a ser considerado procurado internacionalmente.

Em nota, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou que, por estar aposentado, Gelásio não pode ser expulso da corporação. Nesse caso, a única penalidade possível seria a cassação da aposentadoria — o que só pode ocorrer após o trânsito em julgado da sentença (quando não há mais recursos possíveis) e mediante  processo administrativo disciplinar (PAD). Essas etapas, segundo a corporação, podem levar meses ou até anos.