Policiais comemoram e moradores soltam fogos após morte de Lázaro em Goiás

Moradores da região se concentraram em frente ao centro de operações da polícia e soltaram fogos de artifício, festejando o fim das buscas

atualizado 28/06/2021 14:54

Policiais e moradores de Girassol (GO), distrito de Cocalzinho, no Entorno do DF, comemoraram a prisão e morte de Lázaro Barbosa, 32 anos, nesta segunda-feira (28/6). A caçada ao maníaco chegou ao fim após 20 dias de operação conjunta das polícias Militar e Civil de Goiás e do DF, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Federal (PF).

Moradores da região se concentraram em frente ao centro de operações montado em Girassol e soltaram fogos de artifício, festejando o fim das buscas por Lázaro. O homem é acusado de matar quatro pessoas da mesma família, no Incra 9, em Ceilândia, e espalhar o terro no DF e Entorno.

“Estamos felizes demais. Eram 20 dias de angústia. Sem dormir. Preocupados. Eles são guerreiros. Merecem todo o nosso apoio pela dedicação. Agora é hora de comemorar”, disse Larissa Alves, 34 anos, moradora da região.

“Gostaríamos que ele fosse pego vivo. Ele precisava esclarecer os outros crimes. De qualquer forma, estamos aliviados. Esperávamos que fosse capturado o mais rápido possível. Estávamos acusados. Agora teve desfecho”, Cristiane Soares, 39, comerciante da região.

Veja fotos da comemoração:
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Diversos vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Lázaro Barbosa, 32 anos, é socorrido por policiais, após uma intensa troca de tiros com homens das forças de segurança, nesta segunda-feira (28/6).

Nas imagens, o maníaco é retirado de uma viatura da Polícia Militar e colocado em uma ambulância do Corpo de Bombeiros. Com diversas perfurações pelo corpo, Lázaro foi levado para o Hospital Bom Jesus, em Águas Lindas (GO), onde teria chegado já sem vida. Em outro vídeo é possível ver o exato momento em que Lázaro chega à unidade de saúde.

O corpo de Lázaro será levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Goiás, onde passará por necropsia. Não há informações quanto ao horário do procedimento.

Policiais de diversas forças de segurança, que fizeram parte da caçada que teve duração de 20 dias, comemoram a prisão e morte do maníaco, que matou quatro famílias no Incra 9, em Ceilândia, e espalhou terror nas zonas rurais do DF e de Goiás.

Mais cedo, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, fez o anúncio em suas redes sociais de que o serial killer teria sido preso. Instantes depois, agentes que trabalham na captura confirmaram que ele estaria morto.

Veja o vídeo:

Ao ser cercado, Lázaro teria dito aos policiais: “Eu vou morrer, mas vou levar vocês”.

Fuga cinematográfica

O maníaco estava foragido havia 20 dias. Nesse período, invadiu várias propriedades rurais fez reféns, roubou alimentos e impôs terror com violência e ameaças.

Durante a madrugada desta segunda, câmeras de segurança flagraram Lázaro andando por uma rua perto da casa da ex-sogra, em Águas Lindas. Nas primeiras horas da manhã, agentes cercaram o local. Após a mobilização de cães farejadores e helicópteros, o psicopata foi localizado, mas não se rendeu e abriu fogo contra a guarnição, que revidou.

Pessoas ligadas a Lázaro chegaram a fazer contato com um advogado criminalista para negociar sua rendição. O foragido planejava se entregar à polícia de uma forma que garantisse a sua integridade física.

Telefones de familiares, amigos e um aparelho que Lázaro carregava pela mata durante a fuga cinematográfica foram grampeados e monitorados pelas equipes de investigação. As informações facilitaram a prisão do maníaco.

Veja o vídeo do anúncio do governador de Goiás:

Na terça-feira (22/6), em entrevista exclusiva ao Metrópoles, um criminalista chegou a dar indicativos de que o serial killer pretendia colocar um ponto final na fuga. O defensor assegurou ter sido abordado por um grupo religioso que estaria auxiliando Lázaro. “Me especularam se eu tinha condições de garantir a integridade física dele”, afirmou ele, que pediu para não ser identificado.

Chacina

O cerco ao autor da chacina que aterrorizou moradores da região do Incra 9, em Ceilândia, e de Cocalzinho (GO) durou 20 dias e terminou depois que Lázaro trocou tiros duas vezes com a polícia e também com um caseiro de uma chácara em Areia Branca.

O Metrópoles apurou que Lázaro teria pedido comida, e o caseiro não quis dar. Ele, então, efetuou disparos contra a janela da chácara, e o funcionário revidou. O caseiro não ficou ferido.

Tiros
Janela de chácara onde Lázaro efetuou disparos nesta segunda

Lázaro é suspeito de matar Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas. O crime ocorreu na madrugada de 9 de junho, no Incra 9, em Ceilândia.

O corpo de Cleonice foi encontrado três dias depois, em um matagal. O cadáver estava sem roupa e com um corte nas nádegas, em uma zona de mata perto da BR-070.

Veja fotos das operações em Goiás:

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Desde que matou a família Vidal, Lázaro escapou do cerco policial e invadiu propriedades, fazendo novas vítimas. Ainda no Incra 9, em Ceilândia, ele entrou em outras duas propriedades. Obrigou os chacareiros a cozinhar para ele e, até, fumar maconha. Sempre agressivo, chegou a roubar e incendiar um carro, próximo a Cocalzinho.

No dia 12/6, ele invadiu a fazenda da família de um soldado do 8⁰ BPM, próximo à Lagoa Samuel. Ele fez o caseiro refém, quebrou tudo, bebeu e fumou maconha. Também obrigou o funcionário a consumir a droga.

Segundo a corporação, o soldado chegou à propriedade, no início da noite, foi até a cancela e, provavelmente, ao abri-la, o homem fugiu, levando o caseiro como refém.

O criminoso seguiu para a fazenda ao lado, a cerca de 700m, e baleou três homens. Havia no local uma mulher e uma criança. Testemunhas informaram que o suspeito da chacina colocaria fogo na casa e não o fez por causa das vítimas.

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