Polícia prende uma pessoa e apreende Mounjaro na Feira dos Importados
O medicamento de uso controlado era comercializado ilegalmente e foi apreendido pela Vigilância Sanitária em uma feira livre do DF
atualizado
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Uma operação da Vigilância Sanitária do DF e da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (23/12) na Feira dos Importados, na capital federal, prendeu uma pessoa por crimes contra a saúde pública e apreendeu 15 unidades da caneta Mounjaro. O produto era vendido ilegalmente na feira, sem prescrição médica e em condições de armazenamento irregulares.
Além da Feira dos Importados, endereços em Vicente Pires (DF) e Ceilândia (DF) também foram alvo de fiscalizações e mandados de busca e apreensão. “Por determinação judicial, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela 8ª Vara Criminal de Brasília, em endereços localizados na Feira dos Importados de Brasília e em residências vinculadas a investigados nas regiões de Vicente Pires e Ceilândia. As ordens judiciais autorizaram exclusivamente a busca e apreensão do medicamento Mounjaro (tirzepatida)”, informou a Polícia Civil em nota.
Denúncia
A operação foi executada por meio de uma denúncia formal feita pela Diretoria da Vigilância Sanitária (Divisa) da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e contou com o apoio de 12 auditores da SES-DF, que foram os responsáveis pela fiscalização. Cerca de 50 agentes da Polícia Civil também atuaram na fiscalização.
O remédio – que consiste em uma injeção subcutânea de uso prescrito por médicos, trata doenças como diabetes tipo II e é conhecido também pela eficácia no emagrecimento rápido – era comercializado ilegalmente.
Segundo a Secretaria, o Mounjaro tem o seu uso regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e só pode ser vendido sob consulta médica e com receita. O uso clandestino do medicamento oferece diversos riscos ao paciente e pode ocasionar, inclusive, consequências fatais.
A diretora da SES-DF conta que a tirzepatida (substância ativa do Mounjaro) é um grande avanço na medicina, mas a comercialização clandestina desse fármaco constitui um risco à saúde pública. “Mesmo se tratando de comércio não formalizado, a conduta representa um risco iminente, o que motivou a instauração de processo administrativo.” O responsável pela posse das injeções foi autuado e encaminhado à delegacia para as devidas medidas.




