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Mais um integrante da Máfia das Funerárias está atrás das grades. Na manhã desta quarta-feira (1º/11), Marcelo de Oliveira Silva se apresentou à Polícia Civil. Ele estava foragido desde quinta-feira (26/10), quando a Corregedoria da PCDF deflagrou a Operação Caronte e prendeu sete pessoas. Outros dois investigados ainda não foram localizados.

O suspeito trabalhava nas funerárias Pioneira e Universal, ambas em Taguatinga. Ele era subordinado a Reandreson Miranda dos Santos, dono do estabelecimento, que permanece foragido. Marcelo se propôs a ajudar nas investigações, mas permanecerá detido por cinco dias — prazo da prisão temporária.

De acordo com as investigações, a organização criminosa falsificava atestados de óbito no Distrito Federal. Os suspeitos cobravam até R$ 6 mil das famílias e fizeram centenas de vítimas.

A denúncia chegou à Corregedoria da PCDF após a suspeita da suposta participação de policiais no esquema. Contudo, as investigações mostraram que o grupo utilizava o sistema de rádio do Instituto Médico Legal (IML) e chegava antes do rabecão aos locais onde havia pessoas com morte aparentemente natural.

Os criminosos, em geral, se passavam por servidores do IML. Alegavam aos parentes das vítimas que uma equipe iria prestar assistência, ou uma funerária ligada ao grupo poderia ajudá-los.

Médico lidera esquema
O médico Agamenon Martins Borges, preso na Caronte, é considerado um dos líderes da organização criminosa. Ele é dono de uma funerária em Formosa (GO) e, segundo os investigadores, falsificava atestados no Distrito Federal.

Agamenon e seu bando cobravam até R$ 6 mil das famílias, valor superfaturado pelos serviços funerários. Estima-se que centenas de pessoas caíram no golpe. Entre os valores inflacionados dos serviços, pedia cerca de R$ 500 para emitir atestado de óbito, documento público e gratuito.

Veja o vídeo da operação:

 

 

 

 

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