Polícia conclui inquérito sobre incêndio com 6 mortes em clínica no DF

A clínica não tinha alvará de funcionamento, mas acolhia mais de 46 internos. Desses, 21 estavam dentro da casa incendiada, trancados

atualizado

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Clínica Liberte-se, onde morreram seis internados vítima de incêndio no DF - Metrópoles
1 de 1 Clínica Liberte-se, onde morreram seis internados vítima de incêndio no DF - Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) concluiu o inquérito sobre o incêndio que causou seis mortes e deixou feridos em agosto, no Instituto Terapêutico Liberte-se, no Paranoá (DF), em agosto de 2025.

Detalhes do inquérito serão divulgados pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), responsável pela investigação, na tarde desta segunda-feira (1º/12).

Após o incêndio, Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) recomendou à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) uma força-tarefa emergencial de fiscalização de todas as comunidades terapêuticas no DF.

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Incêndio provocou uma tragédia
Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos morreram no local.
O centro terapêutico não tinha alvará e nem a liberação de funcionamento pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)
A perícia não conseguiu identificar as causas do incêndio
O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e levou as vítimas aos hospitais regionais de Sobradinho (HRS) e da Região Leste, no Paranoá (HRL)
O Instituto Terapêutico Liberte-se, casa de reabilitação de dependentes químicos no Paranoá (DF), pegou fogo
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O Instituto Terapêutico Liberte-se, casa de reabilitação de dependentes químicos no Paranoá (DF), pegou fogo

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Incêndio provocou uma tragédia
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Incêndio provocou uma tragédia

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Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos morreram no local.
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Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos morreram no local.

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O centro terapêutico não tinha alvará e nem a liberação de funcionamento pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)
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O centro terapêutico não tinha alvará e nem a liberação de funcionamento pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF)

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A perícia não conseguiu identificar as causas do incêndio
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A perícia não conseguiu identificar as causas do incêndio

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O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e levou as vítimas aos hospitais regionais de Sobradinho (HRS) e da Região Leste, no Paranoá (HRL)
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O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e levou as vítimas aos hospitais regionais de Sobradinho (HRS) e da Região Leste, no Paranoá (HRL)

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Delegado não descarta crime de cárcere privado
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Delegado não descarta crime de cárcere privado

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Lugar funcionava clandestinamente
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Lugar funcionava clandestinamente

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Seis mortos e 12 feridos

  • Na madrugada de 31 de agosto, a unidade do Núcleo Rural Boqueirão do Instituto Liberte-se, no Paranoá, pegou fogo.
  • Na ocasião, seis pessoas morreram, e 12 ficaram feridas. Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos faleceram carbonizadas. Luiz Gustavo Ferrugem Komka , 21 anos, morreu após três semanas internado por inalação de fumaça.
  • A unidade funcionava sem alvará, segundo a Secretaria DF Legal.
  • Em depoimento à PCDF, o proprietário do Instituto Terapêutico Liberte-se, Douglas Costa Ramos, 33 anos, confirmou que a única porta de entrada e saída da clínica estava trancada com cadeado, em razão de furtos anteriores sofridos.
  • Douglas confessou ainda que não possuía as licenças necessárias para permitir que a unidade do Boqueirão estivesse funcionando.
  • Quatro pessoas envolvidas no incêndio da unidade do Instituto Liberte-se, no Paranoá, foram presas temporariamente pela PCDF, no último dia 18 de setembro.
  • A reportagem apurou que um dos proprietários presos é Douglas Costa de Oliveira Ramos, de 33 anos. Também foram detidos sua esposa, Jockcelane Lima de Sousa, 37 anos, e Matheus Luiz Nunes de Souza, 23 anos. A identidade do quarto envolvido não foi confirmada.

Os suspeitos inicialmente estão sendo investigados por homicídio doloso, cárcere privado e prescrição de medicamentos sem receituário. Caso sejam condenados pelos crimes, eles podem pegar mais de 30 anos de prisão.

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