Polícia Civil prende em SP integrante do PCC que gerenciava crimes no DF

Em parceria com a Polícia Civil do estado de São Paulo, a corporação localizou e prendeu o suspeito, de 26 anos, em Piracicaba, nesta sexta

atualizado 06/11/2020 17:44

Membro do PCC é preso em SPPCDF/ Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Polícia Civil do estado de São Paulo, prendeu, nesta sexta-feira (6/11), um homem, de 26 anos, apontado como responsável por grande parte do controle e gerenciamento de atividades criminosas atribuídas à facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), em atuações no DF.

Segundo as apurações desenvolvidas pela Divisão de Repressão às Facções Criminosas (DIFAC/DECOR), o suspeito participava dos direcionamentos dados aos diversos setores funcionais do PCC, como a venda de drogas e comunicação com faccionados presos. Ele também era responsável pela incorporação de novos integrantes na facção, o que é denominado por eles como “batismo”.

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Preso em Piracicaba (SP), o jovem estava foragido desde a Operação Anastasys, deflagrada em agosto. Era da cidade paulista que ele fazia o gerenciamento dos crimes na capital federal.

A operação policial que acabou na prisão do suspeito ocorreu por volta do meio-dia desta sexta-feira e contou com a participação de 10 policiais das policiais civis do Distrito Federal e de São Paulo. Na ocasião, além da prisão do investigado, foi localizado e apreendido caderno com anotações contendo possíveis referências da sua atividade no PCC.

Anastasys

A Operação Anastasys foi deflagrada pela Divisão de Repressão a Facções Criminosas (Difac), da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), como o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, e cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão.

De acordo com a investigação, o PCC continua tentando se estabelecer no Distrito Federal, por meio da criação de duas células distintas de atuação denominadas “Feminina” e “Masculina”, lideradas, respectivamente, de forma independente, por uma mulher e um homem, cuja função de ambos é nominada pelo grupo como “Geral do Estado”.

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