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Uma das mais frequentadas casas de massagem do Plano Piloto foi alvo de uma operação policial, na tarde desta quarta-feira (6/12). O prostíbulo disfarçado de clínica estética funcionava no terceiro andar do Brasília Rádio Center, na Asa Norte, e estava com todas as cabines ocupadas quando investigadores da 5ª Delegacia de Polícia (Área Central) chegaram ao local.

A clínica Fantasy acabou lacrada por servidores da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis), e cinco mulheres foram conduzidas para a delegacia, onde prestaram depoimento. A casa de massagem operava de forma discreta, sem qualquer menção no quadro onde ficam registrados os nomes e os números das salas que funcionam no centro comercial.

Além das massagens, as garotas de programa ofereciam sexo em diferentes modalidades aos clientes. De acordo com os anúncios disparados por meio do WhatsApp, a casa estava em “promoção”. As garotas cobravam R$ 75 por uma massagem com masturbação e R$ 120 pela relação sexual. Os frequentadores ainda podiam escolher outras opções, como fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo, por R$ 150, ou com três garotas, por R$ 200.

Sócias no negócio
Quando foram abordadas pelos policiais, as prostitutas já estavam com o discurso ensaiado. Todas disseram que eram donas do próprio negócio e apenas elas lucravam com os programas. De acordo com as investigações da Operação Eros – que apura a existência de um esquema de exploração sexual no Plano Piloto –, o argumento tem como principal objetivo esconder a identidade do cafetão, proprietário do negócio.

Segundo o delegado da 5ª DP, Luiz Gustavo Neiva, a estratégia costuma cair por terra durante os depoimentos. “Elas dizem isso para tentar preservar o verdadeiro dono, mas quando percebem que podem ser incriminadas por falso testemunho, ficar com a ficha suja e ainda serem presas, acabam dizendo que existe alguém por trás do esquema”, comentou.

Nos últimos três meses, policiais que trabalham na Operação Eros fecharam sete casas de massagem, tanto na área central de Brasília quanto nas asas Sul e Norte. Uma delas ficava na quadra 102 Norte. No entanto, o estabelecimento voltou a operar, atendendo clientes em busca de programas sexuais. A dona do local seria a mesma mulher responsável pela clínica Tok Suave, a qual funcionava no prédio comercial do shopping Conjunto Nacional.

A clínica do Conjunto fechou após uma série de matérias publicadas pelo Metrópoles, em setembro deste ano. O estabelecimento ocupava, de forma discreta, uma das salas do sexto andar do mall. O serviço ficava a gosto do cliente, que chegava a desembolsar entre R$ 100 e R$ 200 em cada sessão, e poderia, dependendo de quanto pagasse, fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo.

 

 

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