Polícia Civil faz devassa em licitações de 19 administrações regionais

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Investigação apura fraudes em contratos e concorrências no período entre 2012 e 2014

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 19/02/2019 16:32

Policiais da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) deflagraram uma megaoperação, na manhã desta terça-feira (21/6), em 19 administrações regionais. Desde as 8h, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão. A Polícia Civil investiga contratos e licitações realizadas entre 2012 e 2014, na gestão do petista Agnelo Queiroz à frente governo local. Há indícios de que os processos tenham sido fraudados, inclusive com a participação de empresas fantasmas em eventos e obras.

Malotes com documentos e computadores foram encaminhados à sede da especializada. “São contratos com construtoras, com empresas de eventos e serviços em geral. Muitos já foram alvo de sindicância. O que nos chamou a atenção é que uma pessoa, por exemplo, aparece como o dono de mais de duas empresas diferentes”, disse ao Metrópoles o delegado-chefe da Decap, Alexandre Linhares.

Segundo Linhares, um dos indícios de que há irregularidade é que as empresas vencedoras dos contratos tinham ligação com sócios de empresas concorrentes. Na opinião dele, isso pode indicar que as concorrentes eram fantasmas e que, na verdade, não havia concorrência

Nesta fase da investigação, ninguém foi intimado a depor. Os valores dos contratos ainda não foram divulgados. A ação policial foi batizada de Apate, um deus grego conhecido por ser o pai do engano e da fraude.

Entre os alvos estão as administrações do Núcleo Bandeirante, Águas Claras, Recanto das Emas, Taguatinga, Cruzeiro, Ceilândia e São Sebastião.

Últimas notícias