PMDF prende homem que matou e jogou corpo em mala no Lago Paranoá

Crime da mala ocorreu em 2016. À época, Felipe Cirilo confessou o crime e informou que a vítima o havia violentado quando adolescente

atualizado 12/07/2021 8:34

Reprodução/WhatssApp

O acusado de um crime que chocou o Distrito Federal em 2016, quando uma mala com um corpo foi encontrada boiando próximo a uma área nobre do Lago Paranoá, foi baleado e preso após trocar tiros com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), nesse domingo (11/7).

Segundo informações da corporação, três homens que estavam em um carro se envolveram em um tiroteio com policiais militares do 20º BPM, por volta das 3h30 de domingo. Um dos suspeitos, identificado como Felipe Cirilo, acabou baleado. Os outros suspeitos conseguiram fugir.

A equipe recebeu informações de que o trio estava em um Gol e teria feito disparos de arma de fogo na Quadra 29, próximo a um supermercado. Os policiais intensificaram o patrulhamento na região e identificaram o veículo.

Os PMs deram ordem de parada, mas o condutor desobedeceu e acelerou o veículo. Em seguida, os ocupantes do carro atiraram contra a equipe policial, que revidou. O automóvel foi seguido até a QL 5 do Itapõa, onde o condutor colidiu contra uma fogueira e cadeiras que estavam sendo utilizadas em uma festa. Além disso, um cachorro morreu atropelado.

Após perder o controle da direção, o motorista ainda colidiu contra o meio-fio. Os outros dois suspeitos fugiram do local a pé.

No local do acidente, apenas Cirilo acabou preso. Ele estava ferido e foi levado ao Hospital de Base do DF. Um revólver calibre .38 com munição foi localizado nas proximidades do local do acidente.

A ocorrência está registrada na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Felipe tinha passagens pela polícia por porte ilegal de arma de fogo e pelo homicídio do comerciário Ivonilson Menezes da Cunha, de 39 anos.

Veja imagens do crime da mala:

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Prisão

Em 2016, Felipe Cirilo confessou o crime e deu detalhes sobre a dinâmica do homicídio.

Na noite de 26 de outubro, com a ajuda de um adolescente de 14 anos, Felipe espancou, asfixiou, matou e colocou o corpo de Ivanilson na mala antes de arremessá-la da Ponte Honestino Guimarães, acesso ao Lago Sul.

Segundo informou aos policiais, ele foi violentado por Ivonilson durante vários anos, quando ainda era menor de 18 anos.

O corpo de Ivonilson foi encontrado por um motoboy que passava pelo Setor de Clubes Sul na manhã de 27 de outubro de 2016. O homem viu a mala semiaberta e acionou a Polícia Militar. O cadáver apresentava vários hematomas, estava enrolado em uma toalha, com dois sacos na cabeça e os pés amarrados.

No Paranoá, Ivonilson da Cunha era conhecido como Gato de Botas. Em 2011, ele foi preso por pedofilia, após assediar e oferecer dinheiro a um menino de 13 anos em troca de sexo. Mas, dias após a detenção, conseguiu a liberdade provisória. O caso acabou arquivado sem que o comerciário fosse julgado.

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