PM que matou amante da mulher monitorava conversas dela no WhatsApp

Segundo informações do MPDFT, o cabo instalou um aplicativo no celular da esposa e tinha acesso às mensagens e à localização

atualizado 21/12/2016 7:44

Reprodução/internet

Preso desde a tarde de segunda-feira (19/12) após matar o amante da mulher, o cabo Kleber José Ferreira (foto de destaque) monitorava as conversas que os dois mantinham via WhatsApp. Segundo informações do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), o policial militar instalou um aplicativo no celular da esposa para rastrear as mensagens. Foi assim que ele conseguiu saber onde ela e o comerciante Bruno César Oliveira estavam na tarde de domingo (18), quando ocorreu o assassinato, em Samambaia.

De acordo com o promotor de Justiça Luiz Humberto Alves de Oliveira, como o acusado é policial, a prisão de Kleber foi necessária, já que muitas testemunhas estavam com medo de dar informações sobre o caso.

“É importante que ele esteja e permaneça preso para que outras pessoas que viram o crime se apresentem”, explica. O promotor pede que testemunhas ajudem na apuração da polícia. “Basta entrar em contato com o plantão do MPDFT ou com a 26ª Delegacia de Polícia. Telefones: 3343-9874 e 3207-8091”, destaca.

Burno mantinha um relacionamento com a mulher do policial, que já teria tentado a separação. De acordo com as investigações, o PM não aceitava o divórcio e ameaçava a esposa. No dia do crime, Kleber Ferreira, com intenção de matar, seguiu o carro em que os dois estavam, interceptou o veículo, próximo à 26ª DP, e efetuou diversos disparos. Bruno Oliveira morreu no local.

O comerciante Bruno César de Oliveira também era casado. A mulher dele está grávida e o casal tem uma filha de 10 anos.

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