PM expulsa capitão e pastor condenado por estuprar enteada adolescente

Ele foi preso por agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil acusado de molestar a menor de 14 anos

atualizado 23/05/2019 10:22

A Polícia Militar do Distrito Federal demitiu das fileiras da corporação o capitão Gilvan Figueiredo de Oliveira (foto em destaque). Ele foi preso por agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE) da Polícia Civil acusado de molestar a enteada de 14 anos. A portaria foi publicada nesta quinta-feira (23/05/2019) no Diário Oficial do DF. A medida é fundamentada na decisão judicial transitada em julgado.

O ex-policial foi preso em setembro de 2017 por determinação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Taguatinga do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Oliveira, que também é pastor evangélico, tem 43 anos. Ele é acusado de ter abusado da enteada adolescente, entre 2014 e 2015. A vítima relatou à polícia que o padrasto a violentou em várias oportunidades em um período de aproximadamente oito meses.

A primeira vez ocorreu em uma viagem que a família fez para Caldas Novas (GO). A mãe da vítima já estava separada do padrasto, mas mesmo assim os filhos continuavam a ter contato com o homem que os criou desde os primeiros anos de vida.

A adolescente relatou que Gilvan teria lhe feito carícias e passado a mão em seus seios e barriga antes de fazer sexo oral e tentar a penetração. A menina disse que os abusos repetiram-se durante visitas que ela fez ao padrasto após a viagem, no apartamento dele em Taguatinga.

Segundo a vítima, o abusador pedia perdão antes de molestá-la e depois a ameaçava dizendo que a família ficaria sem pensão e sem ter o que “comer”, caso a garota contasse para alguém o que ele fazia com ela.

A denúncia foi feita à Polícia Civil em abril de 2016. A condenação foi confirmada pela Justiça em 8 de setembro de 2017. Ele foi preso em casa e condenado a 17 anos e 3 meses por estupro de vulnerável.

A Polícia Militar informou que antes mesmo da condenação judicial já havia sido aberto um Conselho de Justificação em 2016, em razão da grave acusação contra o policial.

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