PF faz operação contra grilagem de terras no Distrito Federal

Grupo é acusado de parcelar área rural da União. As buscas são cumpridas no Lago Norte, Riacho Fundo, Guará, em Arniqueiras e São Sebastião

atualizado 10/12/2019 7:52

Michael Melo/Metrópoles

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (10/12/2019), a Operação Lazarus. O alvo é um grupo criminoso acusado de parcelamento urbano ilegal em área rural da União no DF. A Justiça Federal expediu 15 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão temporária, além de outras medidas cautelares contra os integrantes da organização, como bloqueio de valores, sequestro de bens, quebras de sigilos bancários e fiscais dos envolvidos.

As buscas são cumpridas no Lago Norte, Riacho Fundo, Guará, em Arniqueiras e São Sebastião. Segundo a PF, além de grilar as terras, o grupo fazia o parcelamento irregular dos lotes e vendia as áreas a terceiros. Para isso, a quadrilha forjava vários tipos de documentos: cessão de direito de posse, procurações, carimbos de cartórios e até autenticação de assinaturas de pessoas já falecidas, moradoras de rua ou incapazes, os quais eram usados como laranjas nos negócios ilícitos do bando.

As investigações identificaram chefes de um grupo criminoso que já havia tido integrantes condenados pela Justiça, devido a parcelamentos feitos na Fazenda Sucupira.

Além de cometer crimes ambientais, com criação de loteamentos irregulares em Unidades de Conservação Federal (APA do Planalto Central) sem licença ou anuência dos órgãos competentes, os membros da organização utilizavam diversas empresas imobiliárias para fazer ofertas e vendas de lotes irregulares, por meio de “laranjas” para ocultação de bens e valores recebidos. Estima-se, de acordo com a PF,  que o grupo tenha obtido mais de R$ 16 milhões com a atividade criminosa.

Os envolvidos responderão por crime contra a administração pública, uso de documento falso, falsidade ideológica, crime ambiental e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação dos investigados, as penas somadas podem chegar a 29 anos de reclusão.

Os compradores dos lotes irregulares também poderão responder por participar do bando ou auxiliar grupo criminoso a ocultar a origem ilícita de bens e valores recebidos.

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