Quadrilha que prometia lucro milionário enganou 25 mil pessoas, diz PF

Agentes cumpriram 11 mandados em Brasília, Mato Grosso do Sul e Goiás e prendeu três estelionatários. Um integrante do grupo está foragido

atualizado

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Divulgação/Polícia Federal de Mato Grosso do Sul
relógios operação ouro de ofir
1 de 1 relógios operação ouro de ofir - Foto: Divulgação/Polícia Federal de Mato Grosso do Sul

A Polícia Federal e a Receita Federal desarticularam nesta terça-feira (21/11) organização de estelionatários que atuava no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Goiás. O grupo, segundo a corporação, prometia às vítimas lucros milionários e aplicou golpes contra 25 mil pessoas em todo o Brasil. O prejuízo causado pela quadrilha ainda não é estimado.

A ação, denominada Ouro de Ofir, ocorreu em Brasília, Campo Grande e Terrenos (MS), e Goiânia. Três pessoas foram presas e uma está foragida. Foram detidos Celso Eder de Araújo, dono da empresa Company Consultoria, que também foi alvo da ação, Sidney Anjos Pero e Anderson Flores de Araújo — tio de Celso.

Até a última atualização desta reportagem, a PF havia apreendido dinheiro, carros de luxo, relógios e 200kg de pedras preciosas, além de armas de fogo.

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Carros de luxo dos suspeitos também foram confiscados
Nos locais onde a PF cumpriu mandados, foram encontradas bolsas
Os agentes acharam também dinheiro em espécie
Havia pedras preciosas em endereços vasculhados pela corporação em Mato Grosso do Sul
Com os suspeitos, foram encontradas armas de fogo
Agentes apreenderam relógios e joias
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Agentes apreenderam relógios e joias

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Carros de luxo dos suspeitos também foram confiscados
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Carros de luxo dos suspeitos também foram confiscados

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Nos locais onde a PF cumpriu mandados, foram encontradas bolsas
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Nos locais onde a PF cumpriu mandados, foram encontradas bolsas

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Os agentes acharam também dinheiro em espécie
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Os agentes acharam também dinheiro em espécie

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Havia pedras preciosas em endereços vasculhados pela corporação em Mato Grosso do Sul
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Havia pedras preciosas em endereços vasculhados pela corporação em Mato Grosso do Sul

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Com os suspeitos, foram encontradas armas de fogo
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Com os suspeitos, foram encontradas armas de fogo

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Na operação, cerca de 70 policiais federais, servidores da Receita e policiais militares cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, quatro de prisão temporária (apenas três cumpridos, pois um suspeito está foragido) e outros quatro de condução coercitiva — quando a pessoa é levada para depor independentemente da própria vontade.

 

Esquema
O grupo, segundo a investigação, atuava como instituição financeira clandestina e aplicava golpes após prometer às vítimas lucros financeiros de até 1.000%. Ou seja, a pessoa que investia R$ 1 mil ganhava contrato, com firma reconhecida em cartório, e esperava receber R$ 1 milhão.

O modus operandi do grupo se baseava na existência de suposta mina de ouro já explorada e cujos valores oriundos das comissões para a revenda estariam sendo repatriados e cedidos, vendidos ou até mesmo doados a terceiros, mediante pagamentos. E mais: os suspeitos prometiam liberação de uma antiga Letra do Tesouro Nacional (LTN) — títulos com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra.

“Na história que eles contavam, essa mina teria sido explorada à época do Império. O ouro teria sido vendido para a Europa e os Estados Unidos. Uma família de Campo Grande, que seria a dona da mina, teria após mais de 60 anos de tramitação de um processo em uma suposta corte internacional, ganhado a ação, que em valores corrigidos, seria, conforma quadrilha de US$ 2,7 trilhões. Um valor fora da realidade”, explicou o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cléo Mazzotti. “Desse valor, a família ficaria com 60% e 40%, conforme determinado pela suposta corte teria de ser doado”, acrescentou.

As pessoas enganadas eram induzidas a investir em projetos. Para isso, os fraudadores firmavam com as vítimas contratos que não possuem lastro ou objeto jurídico plausível (os nomes eram Operação SAP e Aumetal). As pessoas enganadas depositavam quantias acima de R$ 1 mil para, supostamente, ter lucratividade exorbitante. Além disso, o bando também falsificava documentos de instituições públicas federais para dar credibilidade ao que repassavam às vítimas.

Ouro de Ofir
O nome da operação se baseia em uma cidade mitológica da qual seria proveniente um ouro de maior qualidade e beleza. Tal região nunca foi localizada nem o metal precioso dela originado.

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