Perigo em casa: incêndios em residências já somam 490 casos em 2026

Dados do Corpo de Bombeiros mostram frequência das ocorrências e apontam problemas elétricos e descuidos domésticos como principais causas

atualizado

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1 de 1 casos-de-incendio-residencia-df - Foto: Arte/Metrópoles

Os incêndios em residências do Distrito Federal têm se tornado cada vez mais frequentes e geram preocupação entre moradores. Dados do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mostram que, apenas até 13 de abril deste ano, já foram registradas 490 ocorrências na capital federal, um número que acende o alerta para os riscos dentro de casa.

Somente neste mês, foram 29 casos contabilizados no mesmo período. Ao Metrópoles, o capitão do CBMDF Jean Charles explicou que a maioria dos incêndios começa de forma silenciosa, geralmente ligada a problemas elétricos ou ao uso inadequado de equipamentos domésticos.

“Destacam-se o curto-circuito, sobrecarga elétrica, fiação antiga ou mal instalada, uso excessivo de benjamins e extensões improvisadas, além de aparelhos defeituosos”, detalhou.

“Também são comuns situações como ferro de passar ligado, carregadores de celulares falsificados, ventiladores ou aquecedores com defeito”, acrescentou.


Casos recentes ilustram o risco

A sequência de ocorrências nos últimos dias mostra como os incêndios podem surgir em diferentes contextos e se espalhar rapidamente.


Os dados do CBMDF mostram que os incêndios em estruturas internas já apresentavam volume elevado no início de 2025, referentes ao mesmo período de 2026.

Confira os dados de janeiro a abril de 2025:

  • Janeiro: 165 casos;
  • Fevereiro: 191 casos;
  • Março: 200 casos;
  • Abril: 165 casos.

Em 2026, os números continuam elevados no início do ano: janeiro teve 155 registros, fevereiro 199 e março 107. Em abril, já são 29 casos apenas até o dia 13, o que indica que o mês ainda pode fechar com número expressivo.

Outras causas comuns

Além das falhas elétricas, os bombeiros destacam que o uso de gás de cozinha também está entre as causas frequentes. “Vazamentos de GLP, mangueiras ou reguladores danificados, além de descuidos como esquecer panelas no fogo”, disse o capitão Jean Charles.

Outros fatores de risco incluem o uso de velas, incensos e cigarros próximos a materiais inflamáveis, além da queima de lixo em áreas próximas às residências.

No caso de incêndios em veículos, os principais fatores são falhas elétricas, instalação inadequada de acessórios, problemas na bateria, vazamentos de combustível e superaquecimento do motor.

Em 2026, já foram registrados 173 casos de incêndios em veículos. 

Prevenção pode evitar tragédias

Apesar dos números elevados, o CBMDF reforça que a maioria dos incêndios pode ser evitada com medidas simples no dia a dia.

Manter a instalação elétrica em bom estado é um dos principais cuidados. Evitar sobrecarregar tomadas, não usar extensões improvisadas e realizar revisões periódicas, especialmente em imóveis mais antigos, são ações fundamentais.

Também é importante utilizar apenas equipamentos certificados e evitar carregadores falsificados, que aumentam o risco de curto-circuito. Aparelhos como ferro de passar, aquecedores e chapinhas devem ser desligados após o uso e nunca deixados ligados sem necessidade, principalmente durante a noite.

Na cozinha, a atenção deve ser redobrada. Nunca se deve deixar panelas no fogo sem supervisão, e materiais inflamáveis como panos, papéis e plásticos devem ficar longe do fogão.

O sistema de gás também precisa ser verificado regularmente, com substituição de mangueiras e reguladores dentro do prazo recomendado.

Outras atitudes simples, como evitar a queima de lixo próximo às casas e manter velas e incensos longe de objetos inflamáveis, podem fazer a diferença.

Segundo o CBMDF, a combinação de atenção, manutenção preventiva e uso consciente de equipamentos é essencial para reduzir os riscos e evitar que situações cotidianas se transformem em tragédias.

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