Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

Jaqueline teve lesão no fígado após endoscopia, aponta IML

Laudo preliminar mostra que a autônoma teve hemorragia e perda de líquido. Perícia definitiva deve sair até 20 de novembro

31/10/2016 19:49, atualizado 01/11/2016 13:54
Compartilhar notícia
Facebook/Reprodução
Jaqueline teve lesão no fígado após endoscopia, aponta IML

Um laudo preliminar feito pelo Instituto Médico Legal (IML) indica um choque hipovolêmico (perda de grandes quantidades de sangue e líquidos) como a possível causa da morte da autônoma Jaqueline Almeida, de 32 anos, após passar por uma endoscopia. De acordo com o documento, o problema foi causado por uma lesão no fígado da mulher.

O ferimento pode ter sido provocado pelos aparelhos utilizados no procedimento de endoscopia ou na cirurgia realizada posteriormente para recuperar o intestino delgado da autônoma. O órgão se rompeu no período entre o exame, feito em uma clínica do Sudoeste, e o momento em que ela foi operada no Hospital Daher. O laudo, no entanto, afirma que a causa da morte só será definida após a realização de mais exames.

O documento foi entregue à família nesta segunda-feira (31/10). Jaqueline morreu no último dia 20, depois de fazer uma endoscopia com o médico Lucas Seixas Doca Júnior, na clínica Endogastrus. Após complicações durante o procedimento, ela chegou a ser operada pelo mesmo médico, mas não resistiu. O caso é investigado pelo Conselho Regional de Medicina do DF e pela Polícia Civil.

Para o marido de Jaqueline, Valdery Brito, o laudo reforça a teoria de que a morte dela possa ter sido causada por um erro médico. Isso porque a lesão no fígado foi provocada pelo manuseio de equipamentos durante a endoscopia.

O procedimento tinha o objetivo de aplicar o plasma de Argônio (espécie de raio laser) na paciente, método utilizado por pessoas que já fizeram cirurgia bariátrica e desejam evitar o reganho de peso. Trata-se de uma técnica que reduz o calibre da emenda do estômago com o intestino, provocando uma precoce saciedade. Jaqueline havia passado pela bariátrica em 2012 e, segundo o marido, tinha a saúde perfeita. Ela deixou uma filha de 11 meses.

O médico Lucas Seixas não foi localizado pela reportagem nesta segunda-feira (31/10).

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters