PCDF prende em Minas Gerais acusado de homicídio em bar do DF

Na última segunda-feira, Wederson Silva Guedes, 27 anos, morreu assassinado após discussão em estabelecimento de Sobradinho 2

atualizado 15/01/2021 10:37

Homem sendo socorridoReprodução

Nessa quinta-feira (14/1), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou Operação Occisor e, em ação conjunta com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), efetuou a prisão do segundo envolvido no homicídio praticado em bar do Condomínio Versailles, em Sobradinho 2, na última segunda-feira (11/1).

A operação, conduzida pela 35ª DP, teve como objetivo o cumprimento de dois mandados de prisão temporária e um de busca e apreensão expedidos em desfavor do executor do homicídio e do comparsa dele, um homem de 41 anos. Este último foi encontrado pela corporação mineira na cidade de Arinos, onde deveria estar cumprindo prisão domiciliar.

Veja imagens do local do crime:

Conforme as investigações, após discutir e entrar em vias de fato com Wederson Silva Guedes, 27 anos, Raimundo Santana da Silva, 32, deixou o bar dizendo que voltaria para matá-lo. Uma hora depois, ele retornou em um veículo conduzido pelo comparsa, desembarcou do automóvel com a arma em punho e efetuou cerca de cinco disparos em direção à vítima, acertando Wederson quatro vezes. A vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Sobradinho (HRS), mas não resistiu aos ferimentos.

Cerca de 12h após o crime, a Polícia Militar do DF abordou a dupla durante fiscalização de trânsito, em Planaltina. Na revista, os policiais encontraram uma arma de fogo escondida no veículo, suja de sangue. Pelo rádio, os PMs souberam que os suspeitos poderiam estar envolvidos no homicídio cometido horas antes, quando Raimundo confessou ter se envolvido em uma confusão em um bar. Ambos foram levados à 13ª DP (Sobradinho).

Na delegacia, o homem de 32 anos confessou ter matado a vítima, alegando ter agido em legítima defesa. O comparsa negou qualquer envolvimento no crime. Como não estavam em situação de flagrante pelo crime de homicídio, apenas o autor dos disparos foi autuado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

Versão do acusado

A Polícia Civil do DF teve acesso a um áudio no qual Raimundo conta a versão dele sobre o crime. Segundo ele, a vítima cobrou novamente a conta do bar, alegando que o débito não tinha sido quitado. “Aí, ele veio e me bateu, acertou a minha cara. Pegou o facão, cortou meu amigo e queria matar eu (sic)”.

O autor diz que foi embora, mas acabou agindo no “impulso da raiva”. Ele pegou a arma que tem registrada no nome dele e atirou cinco vezes contra a vítima. “Voltei lá, e ele veio para cima de mim. Para não morrer, me defendi e atirei nele”, alegoiu.

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No entanto, no decorrer dessa semana, buscas realizadas na casa do acusado resultaram na apreensão de duas espingardas calibre 12, munição calibre 380 e calibre 12, além de diversos cartuchos deflagrados.

A prisão dos suspeitos é temporária, com prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período, podendo ser convertida em preventiva. Eles responderão por homicídio qualificado, com pena prevista de 12 a 30 anos de reclusão.

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