PCDF identifica e indicia homem que atropelou e matou ciclista na Asa Norte
Ricardo Campelo Aragão, 58 anos, morreu enquanto pedalava na 703 Norte. Condutor fugiu sem prestar socorro
atualizado
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou por homicídio o homem suspeito de atropelar e matar o ciclista Ricardo Campelo Aragão, 58 anos. O acidente fatal ocorreu no último dia 10, na 703 Norte e, desde então, o motorista era considerado foragido.
Segundo o chefe da 2ª DP (Asa Norte), delegado João Guilherme, os investigadores conseguiram descobrir o endereço do acusado por meio de uma tampa que se soltou do carro na hora da colisão. Trata-se de um veículo modelo Yaris. Os policiais foram até a casa do suspeito, mas ele não estava.
Depois, na presença do seu advogado, o condutor – que não teve o nome revelado – se apresentou na unidade policial. “As investigações continuam para clarear as circunstâncias do acidente, mas ele foi indiciado pelos crimes de homicído, lesão corporal, omissão de socorro e evasão do local de acidente”, explicou o delegado.
O motorista do Yaris responderá, por enquanto, em liberdade.
O delegado João Guilherme falou sobre o caso:
Ricardo foi sepultado no último dia 12 no Cemitério Campo da Esperança na Asa Sul sob clima de forte comoção. Irmã da vítima, Ysmine Aragão, 54, relatou ao Metrópoles que Ricardo fazia parte do grupo de ciclismo Passeio Noturno desde 2014. “Era a paixão dele. Recentemente, tinha comprado uma bicicleta que era top. Sempre gostou disso”, contou a corretora de imóveis.
Segundo a irmã, Ricardo estava aposentado, após passar cerca de 30 anos como servidor público do Ministério da Educação (MEC). Morador da 409 Norte, ele vivia com a mãe e dois irmãos. Ele deixou uma filha, de 26 anos.
“Era um paizão, um tio maravilhoso, brincalhão. Muito família mesmo. Cuidava totalmente da minha mãe, fazia de tudo por ela. Os dois eram grudados, estavam sempre juntos”, revelou Ysmine.
Ao Metrópoles, Nádia Bittencourt relatou detalhes do sábado de Ricardo. Naquela data, ambos sairiam para pedalar com o grupo Passeio Noturno. No entanto, os amigos dela cancelaram e foram apenas os dois.
“Nós fomos ali perto da Península dos Ministros, mergulhamos e, depois, voltamos ao fim do dia. No retorno, nós subimos tudo e chegamos as 700. Eu falei: ‘O horário está tranquilo, podemos ir pela pista'”, lembrou.
“Quando ele ia para trás (dela), para fazer como uma fila indiana, eu vi no meu retrovisor um carro vindo ‘chutado’. Foi o tempo de eu gritar: ‘Ricardo, cuidado!’. Então, só ouvi o barulho e, depois, não vi mais nada, desmaiei”, completou.






