PCDF descarta feminicídio em caso de jovem morta com tiro na cabeça
Polícia investiga se disparo foi acidental ou intencional. Os três adolescentes, dois de 16 anos e um de 17, foram autuados

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou a hipótese de feminicídio no caso da jovem Byanca de Araújo Leão, de 18 anos, morta após levar tiro na cabeça dentro de uma residência em Sobradinho (DF). O caso foi inicialmente registrado como feminicídio, mas agora será investigado se o disparo que matou a jovem foi acidental ou intencional.
O delegado-chefe da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho) Ricardo Viana confirmou ao Metrópoles que os três adolescentes, dois de 16 anos e um de 17, acusados da morte de Byanca foram autuados por ato infracional análogo ao homicídio.
Familiares e amigos se despediram de Byanca de Araújo Leão, 18 anos, na tarde deste domingo (1º/11). Ela foi sepultada no cemitério Campo da Esperança, em Sobradinho.
A morte da jovem
Byanca recebeu o disparo fatal enquanto estava em uma casa acompanhada de duas amigas e outros três adolescentes, sendo dois de 16 anos e outro de 17. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), eles teriam convidado as três jovens para a residência.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFEm determinado momento, um dos rapazes teria apontado uma arma de fogo para uma das meninas, em “tom de brincadeira”. Ainda segundo as investigações, a vítima foi até a porta do quarto onde os menores estavam para pedir um isqueiro. Ela pegou o objeto e, neste momento, foi atingida por um disparo na cabeça.
De acordo com o delegado Ricardo Viana, da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), os três adolescentes são suspeitos do crime e fugiram do local depois do disparo. Eles foram detidos horas depois e encaminhados para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).
Armas de CAC
Durante as investigações, a PCDF encontrou quatro armas de fogo na residência de um dos adolescentes envolvidos no caso. Segundo o delegado, o pai do jovem é colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC) e o filho tinha acesso ao cofre onde os armamentos eram guardados.
As armas foram apreendidas e serão submetidas à perícia para verificar se alguma delas foi utilizada no disparo que matou Byanca.





