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Distrito Federal

PCDF abre inquérito para investigar morte de mulher após endoscopia

Miranir Dias, de 59 anos, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias após exame de rotina na clínica Endocorp, em Planaltina (DF)

02/09/2026 19:05
Reprodução / Arte Metrópoles
Miranir-morte-endoscopia

A morte de Miranir de Souza Dias, após uma endoscopia de rotina realizada em uma clínica particular em Planaltina, será investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A 16ª Delegacia de Polícia instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso, depois de a paciente, de 59 anos, sofrer duas paradas cardiorrespiratórias após o exame. O vídeo abaixo mostra o momento em que a paciente é atendida pelos bombeiros.

O procedimento foi realizado na clínica Endocorp. Segundo a corporação, serão reunidos prontuários e outros documentos relacionados aos atendimentos prestados à paciente, além da coleta de depoimentos das pessoas envolvidas e da realização das perícias necessárias para esclarecer o caso.

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A polícia também vai investigar se houve alguma conduta penalmente relevante durante o atendimento. No entanto, a corporação ressaltou que, até o momento, não há conclusão sobre a ocorrência de erro médico nem sobre a responsabilidade de qualquer profissional de saúde.

Metrópoles entrou em contato com a Endocorp, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

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O que aconteceu

  • Miranir de Souza Dias, de 59 anos, procurou a clínica particular em Planaltina para realizar uma endoscopia como parte de exames de rotina. Segundo a família, ela tinha apenas histórico de hipertensão e não estava fazendo o procedimento por causa de uma emergência ou de um problema grave previamente conhecido.
  • Após a realização da endoscopia, Miranir sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela precisou ser reanimada ainda no contexto do atendimento na clínica e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
  • Segundo familiares, quando deixou a clínica para ser levada ao hospital, a paciente já estava em uma maca e apresentava o abdômen bastante distendido. A família afirma que não recebeu uma explicação clara sobre o que teria provocado a intercorrência após um exame que seria de rotina.
  • Miranir foi encaminhada ao Hospital Regional de Planaltina (HRPL). Após chegar à unidade, sofreu uma segunda parada cardiorrespiratória, precisou ser novamente reanimada e foi intubada. Ela permaneceu em estado grave e necessitou de atendimento em uma UTI.

Diante da gravidade do quadro, os familiares tentaram conseguir a transferência da paciente para uma unidade com estrutura considerada mais adequada. Como não conseguiram a vaga inicialmente, recorreram à Justiça e obtiveram uma decisão que permitiu a transferência para um hospital particular em Ceilândia, na madrugada de segunda-feira (31/8). Miranir permaneceu internada em estado grave e morreu na noite de terça-feira (2/9).

Enquanto buscavam informações sobre o que havia acontecido, familiares procuraram novamente a clínica onde Miranir havia realizado a endoscopia. Segundo a família, o estabelecimento estava fechado e sem o letreiro de identificação, o que aumentou as dúvidas dos parentes sobre o atendimento.