Pagamento indevido: 46% receberam irregularmente auxílio de R$ 408 do GDF

Benefício é socorro emergencial para famílias carentes durante a pandemia do coronavírus: contemplados não podem ganhar outros auxílios

atualizado 01/07/2020 16:10

Mulher caminhando em favelaHugo Barreto/Metrópoles

O Renda Emergencial foi pago irregularmente para 46% dos beneficiários que receberam a primeira parcela do programa mantido pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

O alerta foi disparado pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) nesta quarta-feira (01/07). No total, 5.551 pessoas solicitaram o socorro de R$ 408 durante a pandemia do novo coronavírus, mas 2.551 não tinham direito.

Segundo o órgão de controle, famílias contempladas com o auxílio de R$ 600, pago pelo governo federal; a Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) não têm direito ao benefício do GDF.

No dia 22 de junho, a CGDF divulgou o primeiro pente-fino, relacionado à primeira parcela. Na época, a irregularidade atingia 33% dos beneficiários.

Prejuízo evitado

Com base na auditoria, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), responsável pelos pagamentos, evitou repasses indevidos ao creditar a segunda parcela do benefício. Entre os 3.300 beneficiários da segunda fase, 20% (660 pessoas) estavam em situação irregular.

Ao verificar isso, o governo não fez os depósitos para essas pessoas, impedindo um prejuízo de R$ 1,3 milhões aos cofres públicos. O corpo técnico conseguiu flagrar as irregularidades graças a uma parceira com a Controladoria-Geral da União (CGU).

A Sedes ainda avalia quais serão as medidas no caso dos pagamentos indevidos efetuados na primeira parcela.

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