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Anunciado pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) como próximo secretário de Saúde, Osnei Okumoto defendeu um novo formato na rede pública do Distrito Federal. A partir de um estudo detalhado feito pela equipe de transição, o futuro titular da pasta pretende regionalizar o sistema. “O que a gente precisa ver é a geografia do DF, que tem características diferentes e, assim, necessariamente modelos distintos”, disse.

Em entrevista ao Metrópoles nesta terça-feira (4/12), o farmacêutico não descartou a contratação de servidores, mas apenas depois da implantação do novo modelo. “Precisamos saber primeiro se faltarão profissionais. O imediato é dar condições aos atuais servidores e garantir um bom ambiente de trabalho, que resultará na satisfação do paciente.”

A principal bandeira do próximo gestor local é o monitoramento contínuo das compras para evitar o desabastecimento da rede. “Vamos montar um sistema de controle para fazer aquisição de todos os tipos de insumos, com transparência em tudo”, frisou.

Para Okumoto, a mudança vai gerar impacto positivo logo no início da gestão. “Não dá para chegarmos em dezembro e nos avisarem que a partir de janeiro não terá mais aquele remédio. Isso não existe. Precisamos levantar toda a situação e, com esse controle, evitar essa situação.”

Assista à entrevista:


Valorização do servidor
O sistema pretendido por ele será gerido por um núcleo qualificado que irá levantará as informações e dar maior transparência à pasta. “Vamos montar uma equipe técnica e trabalhar para impedir interferências externas. A gente precisa ter o melhor, mas ter o cuidado de que não paguemos caro demais pelo que contratamos”, afirmou.

Com tom apaziguador com relação aos funcionários públicos, Okumoto defendeu a valorização do quadro. “Os servidores precisam ter condições de trabalho. Temos que trabalhar e criar um ambiente que todos possam se sentir bem dentro das unidades, o que resultará diretamente no paciente.”

O próximo secretário de Saúde afirmou também que pretende criar um núcleo técnico específico para tratar de recursos de orçamento vindos da União. A ideia é evitar a devolução de verbas por erros processuais e perdas de prazo. “Temos um quadro de excelentes profissionais. Queremos, dentro do possível, colocá-los onde realmente tenham motivação de trabalho”, defendeu.

Carreira
Servidor de carreira do estado de Mato Grosso do Sul, Okumoto ocupa, atualmente, o cargo de secretário de Vigilância em Saúde do governo federal.  Ele
 terá como desafio os percalços que tornam a saúde pública da capital da República motivo de queixa constante da população. Além do perfil técnico, contribuiu para a indicação dele o fato de ser ligado ao futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Formado em farmácia bioquímica pela Universidade Estadual de Maringá, Okumoto tem pós-graduação em gestão de hemocentros e metodologia e técnicas de ensino.

Em Mato Grosso do Sul, foi chefe da divisão médica do Centro de Hematologia e Hemoterapia, presidente da Fundação de Serviços de Saúde e presidente do Conselho Regional de Farmácia. No Ministério da Saúde, ele também foi coordenador-geral de Laboratórios de Saúde Pública.