Oscar Schmidt: veja fotos do início do “Mão Santa” pelas quadras do DF

Astro do basquete mundial começou a carreira no Vizinhança, clube da capital, na década de 1970. Oscar morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos

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1 de 1 oscar-schmidt-brasilia-2 - Foto: Revista Manchete/Reprodução

A perda da lenda do basquete brasileiro Oscar Schmidt, morto aos 68 anos, nesta sexta-feira (17/4), leva o morador do Distrito Federal a recordar que o “Mão Santa” também já foi um brasiliense. Foi na capital do país que Oscar deu os primeiros arremessos e se tornou atleta, como comprovam as fotos abaixo:

Oscar Schmidt: veja fotos do início do “Mão Santa” pelas quadras do DF - destaque galeria
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Imagem de 1973 resgatada por um colega de Oscar à época. O "Mão Santa" é o quarto atleta em pé, da esquerda para a direita
Oscar Schmidt morou por três anos no DF
Após o período, Oscar se mudou para São Paulo, mas seguia visitando a família na Asa Sul, já na condição de revelação do basquete nacional
A família de Oscar morou na 313 Sul. Na imagem, ele está em pé, com uniforme da Seleção, ao lado dos pais e da avó. O garoto sentado é o jornalista Tadeu Schmidt, irmão de Oscar
Oscar Schmidt na quadra do Clube Vizinhança, na Asa Sul (DF). Foi o primeiro time da carreira do astro
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Oscar Schmidt na quadra do Clube Vizinhança, na Asa Sul (DF). Foi o primeiro time da carreira do astro

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Imagem de 1973 resgatada por um colega de Oscar à época. O "Mão Santa" é o quarto atleta em pé, da esquerda para a direita
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Imagem de 1973 resgatada por um colega de Oscar à época. O "Mão Santa" é o quarto atleta em pé, da esquerda para a direita

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Oscar Schmidt morou por três anos no DF
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Oscar Schmidt morou por três anos no DF

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Após o período, Oscar se mudou para São Paulo, mas seguia visitando a família na Asa Sul, já na condição de revelação do basquete nacional
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Após o período, Oscar se mudou para São Paulo, mas seguia visitando a família na Asa Sul, já na condição de revelação do basquete nacional

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A família de Oscar morou na 313 Sul. Na imagem, ele está em pé, com uniforme da Seleção, ao lado dos pais e da avó. O garoto sentado é o jornalista Tadeu Schmidt, irmão de Oscar
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A família de Oscar morou na 313 Sul. Na imagem, ele está em pé, com uniforme da Seleção, ao lado dos pais e da avó. O garoto sentado é o jornalista Tadeu Schmidt, irmão de Oscar

Revista Manchete/Reprodução

Nascido em Natal (RN), em 1958, Oscar Schmidt se mudou para o DF em 1971, onde desenvolveu a paixão pelo basquete. O treinador Zezão, do Colégio Salesiano, o incentivou a praticar o esporte. Antes disso, o ex-atleta jogava somente futebol, mas o fato de medir 1,90m aos 13 anos o fez migrar para a bola laranja.

Oscar começou, então, a treinar no Clube da Vizinhança da Asa Sul, a poucas quadras de onde morava com a família. Rapidamente, o “Mão Santa” passou a fazer parte da equipe adulta do Vizinhança, que guarda até hoje em sua sede vários troféus e camisas em homenagem ao ex-jogador.

Em 1974, Oscar Schmidt mudou-se para São Paulo, aos 16 anos, para iniciar a carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Já no ano seguinte chegou à Seleção Brasileira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos, foi campeão de um Pan-Americano e passou por grandes clubes do Brasil, Itália e Espanha. Em 2003, Oscar se aposentou no Flamengo (RJ) sendo o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos anotados.

Enquanto Oscar ganhava o mundo, a família seguia morando em um apartamento na 313 Sul, e o jogador os visitava periodicamente. O jornalista e apresentador Tadeu Schimdt, irmão mais novo, também cresceu e iniciou trajetória profissional na capital federal.

“Vazio imenso”

A morte de Oscar pegou a todos de surpresa. Minutos após o anúncio, a notícia repercutia entre nomes ligados ao DF que tiveram contato com o ex-atleta em vida.

A senadora e ex-atleta Leila do Vôlei (PDT-DF), por exemplo, usou as redes sociais para se despedir de “uma das maiores lendas do esporte”. “Oscar é muito mais do que um exemplo para atletas das futuras gerações. Foi inspiração, foi emoção, foi alegria para milhões de brasileiros. Sou fã do talento e da disciplina dele”, declarou.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), também lamentou a morte Oscar Schmidt. Celina afirmou que o Brasil e o mundo se despedem de “um dos maiores atletas da história do esporte e um ícone que atravessou gerações”.

“Dentro das quadras, Oscar construiu uma trajetória extraordinária, marcada por talento raro, disciplina e amor ao esporte. Fora delas, enfrentou por anos a batalha contra um tumor cerebral, com firmeza e dignidade, tornando-se exemplo de resiliência”.

Cidadão Honorário de Brasília

Em 1998, Oscar Schmidt recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília. A iniciativa foi do então deputado distrital Luiz Estevão e a honraria foi concedida durante uma sessão solene na Câmara Legislativa (CLDF), em maio daquele ano.

Na época, durante o discurso de agradecimento, Oscar disse que estava recebendo um “título que qualquer pessoa do mundo sonha em ter, o de Cidadão Honorário da cidade que muito ama”.

“Desde que fui para São Paulo, esperava o dia de ter este reconhecimento. Sempre me orgulhei de falar para o mundo inteiro que comecei a jogar basquete aqui. Orgulho-me muito de ter começado a jogar basquete em Brasília”, disse.

A morte

O óbito de Oscar Schmidt foi confirmado pela família na tarde desta sexta-feira (17/4), poucas horas antes da notícia de que o ex-atleta havia passado mal e sido internado às pressas no Hospital Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na zona oeste de São Paulo.

A causa da morte não foi explicitada. Oscar lutou contra um tumor cerebral ao longo de mais de 15 anos.

Ainda não há informações sobre velório e enterro. A cerimônia deve ser restrita a familiares.

Em nota, a família confirmou a perda. Leia na íntegra:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.

Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou, com coragem, dignidade e resiliência, a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.

A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.

Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”

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