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Distrito Federal

O que é o FirstMile, software usado pela Abin para monitorar celulares

PF prendeu dois servidores e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão. O objetivo é investigar uso indevido do sistema da Abin

20/10/2023 08:16, atualizado 20/10/2023 12:56
Hugo Barreto/Metrópoles
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Os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) alvo da Operação Última Milha, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (20/10), utilizavam um programa chamado FirstMile para espionar celulares ilegalmente.

A ferramenta permite o monitoramento de até 10 mil celulares a cada 12 meses, bastando digitar o número da pessoa. Além disso, a aplicação cria históricos de deslocamento e alertas em tempo real da movimentação dos aparelhos cadastrados.

Os agentes da PF cumpriram dois mandados de prisão e 25 de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

A coluna Na Mira apurou que os presos são Rodrigo Colli, profissional da área de contrainteligência cibernética da agência, e o oficial de inteligência Eduardo Arthur Izycki.

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FirstMile

De acordo com as investigações, o sistema de geolocalização usado pela Abin é um software intrusivo na infraestrutura crítica de telefonia brasileira. A rede de telefonia teria sido invadida diversas vezes, com a utilização do serviço adquirido com recursos públicos.

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Além do uso indevido do sistema, apura-se a atuação de dois servidores da Abin que respondiam a processo administrativo disciplinar, com risco de perderem o emprego. De acordo com a investigação, eles teriam utilizado o conhecimento sobre o uso indevido do sistema como meio de coerção indireta para evitar a demissão.

Os investigados podem responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de invasão de dispositivo informático alheio, organização criminosa e interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.

* Com informações da Agência Brasil