O que disse militar do Exército antes de agressão a advogado negro
Advogado Johnny dos Santos Batista revelou, nesta quinta-feira (26/3), ter sido vítima de agressão física e verbal em bar no DF
atualizado
Compartilhar notícia

O caso de agressão ocorrido em um bar no Setor Bancário Sul e divulgado nesta quinta-feira (26/3) começou com ofensas e ameaças contra a vítima, o advogado Johnny dos Santos Batista. Ele levou um soco no rosto supostamente dado por um ex-militar do Exército Brasileiro.
De acordo com Johnny, ao menos três homens o agrediram física e verbalmente. Um deles, que seria militar da ativa do Exército, teria dito: “Quem deixou vocês entrarem? Como deixaram vocês entrar sem revista? É melhor vocês irem embora. O recado foi dado”. Depois, completou: “Ainda é viado”.
Momentos depois, um ex-militar do Exército, que hoje é enfermeiro, teria dado um soco em Johnny.
A polícia não divulgou o nome dos agressores.
Entenda o caso
- O crime ocorreu em 13 de março, no Ordinário Bar e Música, mas Johnny se pronunciou nas redes nesta quinta-feira (26/3).
- Segundo o advogado, ele participava da festa de aniversário de uma amiga quando homens em uma mesa ao lado começaram a hostilizá-lo. “Eles começaram a esbarrar, derramar cerveja e empurrar”, afirmou Johnny.
- Depois, um homem que seria militar do Exército esbarrou em uma pessoa que estava na mesa de Johnny e disse: “Quem deixou vocês entrarem? Como deixaram vocês entrar sem revista? É melhor vocês irem embora. O recado foi dado.”
- As provocações teriam continuado, e outro homem, que também seria militar, teria dirigido ofensas homofóbicas a uma das vítimas, dizendo: “Ainda é viado”.
- Suspeitos e vítimas começaram a discutir, e a gerência do bar foi acionada. Os acusados, porém, negaram as denúncias.
- Em seguida, um terceiro envolvido, que seria enfermeiro e ex-integrante do Exército, desferiu um soco no rosto de Johnny. Com o impacto, os óculos do advogado quebraram e uma das lentes feriu-lhe o rosto.
O caso foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia (área central) e é investigado como lesão corporal e injúria. De acordo com a ocorrência, dois homens, de 34 e 35 anos, relataram ter sido vítimas de homofobia e agressão.
Conduta inaceitável
O Ordinário Bar e Música se manifestou por meio das redes sociais. Em nota, o estabelecimento informou que houve uma discussão entre clientes que evoluiu para agressão física após atos de racismo e homofobia atribuídos aos agressores.
