
"O Nordeste é uma fábrica de pobreza", diz deputado do PL após eleição.
Deputado Roosevetl Vilela disse que tinha convicção na vitória de Flávio Bolsonaro e "fica triste com tudo que está acontecendo no país"

O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) afirmou, em entrevista ao Metrópoles nesta quinta-feira (29/10) que “o Nordeste é uma fábrica de pobreza”. A declaração ocorreu enquanto o parlamentar comentava o resultado das eleições presidenciais.
O deputado do PL afirmou que tinha convicção na vitória de Flávio Bolsonaro e que “fica triste com tudo que está acontecendo no Brasil”.
“O Nordeste é uma fábrica de pobreza. O presidente Lula vai para o quarto mandato de presidente, e você pega os números de 20 anos, quatro legislaturas para trás. Cinco legislaturas. E o Nordeste é o mesmo Nordeste. Não mudou nada. Quantas foram as famílias que saíram da pobreza para a classe média ou prosperam? Muito pouco no país. Então, está demonstrado hoje que essa política de esquerda não abre espaço para você, população do DF, mudar sua realidade”, afirmou o deputado.
Para o deputado, a vitória de Lula fez com que o Brasil perdesse “uma grande oportunidade de prosperidade do nosso país, mas a gente tem que seguir em frente”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA síntese dos indicadores de sociais do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE) publicada em dezembro de 2025 aponta que as regiões Norte e Nordeste concentram a maior proporção de pessoas pobres do país. No entanto, a pobreza tem diminuido na região.
“O Nordeste teve a maior redução anual na proporção de pobres em sua população: de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024, uma queda de 7,8 pontos percentuais”, aponta o IBGE.
Segundo estudo publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2025, no intervalo de 12 anos, entre 2012 e 2024, o rendimento domiciliar per capita médio na região Nordeste cresceu 26,7% e a desigualdade econômica, medida pelo índice de Gini, diminuiu.
Outro estudo da FGV, publicado em 2024 aponta que mais de 3 milhões de nordestinos saíram da linha da pobreza entre 2012 e 2023.
