Nova regra: passageiros podem embarcar com até 2 carregadores portáteis
Novas regras da Anac limitam passageiros a dois carregadores portáteis por voo para reduzir riscos de incêndio em aeronaves
atualizado
Compartilhar notícia

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lançou a campanha nacional “Tem Regra” para orientar passageiros sobre as novas normas para transporte de power banks em aviões. A iniciativa foi criada após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) endurecer as exigências para o embarque dos carregadores portáteis.
A campanha também coloca o Distrito Federal em destaque no cenário da aviação nacional. Isso porque o projeto foi desenvolvido em parceria com a Agência Candanga Criativa, sediada em Brasília, e marca a estreia da empresa do DF em uma iniciativa de alcance nacional envolvendo todo o ecossistema da aviação civil brasileira.
Além da Abear, a campanha reúne participação do Ministério de Portos e Aeroportos, da própria Anac e de companhias aéreas de todo o país.
Desenvolvida para esclarecer dúvidas de passageiros sobre as novas regras, a campanha orienta viajantes sobre limites, armazenamento e transporte correto dos carregadores portáteis dentro das aeronaves.
As orientações estão disponíveis no site Tem Regra, criado para ajudar passageiros a verificarem se os equipamentos atendem às regras antes do embarque. A plataforma também disponibiliza uma calculadora que converte a capacidade dos aparelhos de mAh (miliampere-hora) para Wh (watt-hora), unidade usada pelas companhias aéreas.
As novas regras da Anac determinam que:
- cada passageiro poderá levar, no máximo, dois power banks;
- os aparelhos só podem ser transportados na bagagem de mão;
- o transporte em malas despachadas está proibido;
- os carregadores devem ficar embaixo do assento da frente ou no bolso do banco;
- o armazenamento nos compartimentos superiores da cabine não é permitido;
- os aparelhos não poderão ser recarregados durante o voo usando entradas USB da aeronave;
- a Anac recomenda que os power banks não sejam utilizados para carregar celulares e outros dispositivos durante a operação do voo.
As normas também definem limites para a capacidade das baterias:
- aparelhos de até 100 Wh estão liberados;
- modelos entre 100 Wh e 160 Wh precisam de autorização da companhia aérea;
- dispositivos acima de 160 Wh estão proibidos.
Segundo a Anac, as medidas foram adotadas para reduzir riscos de incêndios causados pelo superaquecimento de baterias de lítio.
A campanha conta ainda com apoio do Ministério de Portos e Aeroportos e da própria Anac, além da participação de empresas do setor aéreo em todo o país.
