“Ninguém digeriu isso ainda”, diz irmã de mulher morta por filho no DF. Veja vídeo
O último adeus de familiares e amigos foi marcado por muita comoção, choros e homenagens à empreendedora do Guará (DF)
atualizado
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O corpo de Maria Elenice de Queiroz, 61 anos, morta a facadas pelo próprio filho, foi sepultado no Campo da Esperança na Asa Sul (DF), nesta quinta-feira (22/1). O último adeus de familiares e amigos foi marcado por muita comoção, choros e homenagens à empreendedora do Guará (DF).
Veja vídeo do relato:
Na cerimônia de despedida estava Maria Eunice de Queiroz, 58, uma das três irmãs da vítima.
Ao Metrópoles, Eunice destacou que sua irmã era o “centro” e “coluna” da família, além de que sua pessoa era definida por “amor”, “generosidade” e “alegria”.
“É muito difícil falar que ela ‘era’ assim. Não tinha uma pessoa que não gostasse dela. Ela era a nossa vida e minha melhor amiga”, desabafou.
Mãe de dois filhos, Elenice tinha Vinícius de Queiroz e sua filha, como “amores de sua vida”, segundo Eunice. Para ela, a situação que é “difícil de se acreditar” machuca ainda mais pelo “carinho” e “amor” que Elenice tinha por Vinícius.
“A gente nunca vai acreditar que o amor da sua vida te matou”, desabafou.
Eunice conta também que o autor vinha causando “preocupação” à sua mãe por não estar mais tomando os remédios destinados à sua depressão e ansiedade.
“Ele começou a ficar mais ‘caladão’. Nunca a agrediu. Ele só ficava irritado quando ela questionava se ele estava tomando o remédio, mas não tem como obrigar um adulto a fazer qualquer coisa. Então ela deixava passar para não ter confusão”, disse.
Infância
Ao relembrar a infância de Vinicius, a tia disse que ele sempre foi mais “tímido”, mas, apesar disso, era “alegre” e “sorridente”.
“Ninguém digeriu isso ainda. E olhando para ele, eu não tenho raiva. Eu tenho dó do que pode acontecer enquanto ele estiver preso. E eu sei que se ela tivesse sobrevivido, ela já tinha o perdoado”, complementou emocionada.
Velório e sepultamento
O relógio marcava 8h56 quando o caixão chegou à capela. No local, duas coroas de flores e uma cruz da igreja católica estavam posicionadas para receber o caixão.
Durante o velório, aqueles que entravam na capela se encaminhavam ao caixão aberto e se despediam sob muita emoção.
Veja imagens do enterro:
Do lado de fora, amigos e familiares se abraçavam com um forte aperto, juntamente de lágrimas nos rostos que simbolizavam a saudade deixada pela empreendedora.
O tempo passava e mais coroas de flores, assim como mais amigos e familiares, chegavam à capela que reuniu aproximadamente 50 pessoas.
Ainda no velório, uma corrente de fé foi realizada entre os convidados com cânticos e orações da igreja católica.
Quando foi próximo das 11h05, o veículo responsável pelo deslocamento do caixão, chegou à capela.
Durante o trajeto até o local do sepultamento, o silêncio perdurou até o momento em que o caixão foi descido para vala, momento em que amigos e familiares prestaram as últimas homenagens e sob salva de palmas, o caixote foi enterrado.






















