“Não compactuamos”, diz Exército sobre militares acusados de fraude no DF

Militares do Exército cobravam para fraudar registros de armas. Eles foram presos em operação da PCDF na manhã desta terça-feira (26/1)

atualizado

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PCDF/Divulgação
Operação da PCDF
1 de 1 Operação da PCDF - Foto: PCDF/Divulgação

O Exército Brasileiro se posicionou, por meio de nota, após a prisão de militares acusados de cobrar para fraudar registros de armas. O grupo foi detido na manhã desta terça-feira (26/1), durante a Operação Cricket, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

De acordo com a corporação, a instituição “não compactua com práticas irregulares entre seus quadros”. “A Força se empenha, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos dentro dos limites da lei”, reforçou.

A operação resultou na apreensão de 70 armas de fogo e milhares de munições. É a maior apreensão de armas realizada pela corporação neste ano. Equipamentos como silenciadores e carregadores também foram localizados. A megaoperação foi realizada com auxilio de militares da Polícia do Exército (PE).

A ação teve como alvo um grupo criminoso organizado, com base em Brasília e voltado, há dois anos, à posse, ao porte e ao comércio ilegais de arma de fogo. De acordo com a corporação, o Exército contribuiu com as investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri).

Confira, abaixo, a nota divulgada pelo Exército na íntegra:

O Exército Brasileiro, o Ministério Público Militar e a Polícia Civil do Distrito Federal deflagraram na manhã desta terça-feira, 26 de janeiro, uma Operação Interagências planejada com o objetivo de realizar prisões, buscas e apreensões, no contexto de processo que corre sob segredo de Justiça. O objetivo das ações foi auxiliar na apuração de possíveis ilícitos praticados por militares e civis na atividade de fiscalização de produtos controlados.

No âmbito da Força, foram executados hoje três mandados de prisão na região do Distrito Federal e Entorno. O Exército havia instaurado, desde os primeiros indícios de atividade ilícita, um Inquérito Policial Militar (IPM), no Comando Militar do Planalto.

O resultado alcançado com a operação foi a apreensão de materiais e documentos diversos e a prisão de três Cabos que atuam no atendimento direto a usuários do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados.

Cumpre destacar que o Exército não compactua com práticas irregulares entre seus quadros. A Força se empenha, rigorosamente, para que eventuais desvios de conduta sejam corrigidos dentro dos limites da lei.

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Entenda o caso

As diligências tiveram início há seis meses. A PCDF aponta que militares da ativa do Exército Brasileiro, integrantes do Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados de algumas Organizações Militares vinculadas à 11ª Região Militar, associados a vários despachantes e Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs), faziam a inserção de dados e informações falsas no Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), mediante pagamento de vantagens ilícitas.

“O Exército Brasileiro robusteceu tudo aquilo que havia sido levantado pela Polícia Civil. Se nós conseguimos alcançar todos os alvos hoje e trazer a maior apreensão de arma de fogo, do ano, aqui da PCDF, é porque o Exército foi um grande parceiro e trouxe informações fundamentais. Acreditamos que, agora, aquele que tiver acesso a arma de fogo vai ter de cumprir, de fato, todos os procedimentos”, detalhou o delegado Fernando Cocito, diretor da DRF.

Foram cumpridos seis mandados de prisão e 26 de busca e apreensão nas seguintes cidades: Samambaia, Ceilândia, Riacho Fundo, Planaltina, Cidade Estrutural, Núcleo Bandeirante, Gama e Luziânia (GO), que fica no Entorno do DF. Participaram da operação 165 policiais. Outras três pessoas foram presas em flagrante.

“Identificamos que alguns ex-militares atuavam na condição de despachantes e usavam da influência com os servidores da ativa através de pagamentos de vantagens indevidas para que os servidores fizessem vista grossa com relação ao laudos psicológicos, falsas habilitações técnicas e inclusive os antecedentes criminais, que eram tirados em outra unidade da federação. Tudo para burlar a lei. As armas iam para as mãos de crininosos”. destacou o coordenador da Corpatri, André Leite.

A intenção, segundo os investigadores, era fazer a concessão ou revalidação dos Certificados de Registros (CR) de CACs e do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) a pessoas que não preenchiam os requisitos legais.

Ao todo, foram identificadas 18 pessoas que integram o grupo criminoso, criado para ludibriar a administração militar, especialmente o Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados, com o fim de facilitar a posse, o porte e a comercialização clandestina de armas de fogo e munições no DF e no estado de Goiás.

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