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Vídeo: suspeito de manter cunhado deficiente em quarto sujo e com alimentos podres é preso

Prisão em flagrante aconteceu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal

atualizado 29/03/2023 10:01

Divulgação/PCGO

Agentes da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Valparaíso, no Entorno do Distrito Federal, prenderam na terça-feira (28/3), em flagrante, um homem suspeito de manter o próprio cunhado em cárcere privado.

A prisão ocorreu durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do suspeito e da irmã da vítima.

Segundo as investigações da PCGO, por meio de denúncia feita pela mãe da vítima, o filho, de 31 anos, deficiente auditivo, era mantido na casa da própria irmã e do cunhado, que não permitiam que o homem saísse ou recebesse visitas.

Veja imagens do local:

Durante as buscas, a vítima foi localizada em um quarto imundo, com alimentos vencidos e mofados, em total situação de vulnerabilidade. O jovem também apresentava sinais de distúrbios mentais e não queria ser retirado de dentro do quarto, mesmo em meio a quantidade de lixo e fedor.

Na delegacia, em libras, ele chegou a pedir para retornar para o local, segundo os investigadores.

Quando os policiais chegaram na casa, apenas o cunhado estava na residência. A irmã da vítima se apresentou espontaneamente na delegacia. As versões da dupla não condizem com a situação do homem e do local em que ele estava, já que a residência do casal encontrava-se limpa e organizada.

O casal negou maus-tratos ao alegar que a sujeira seria de responsabilidade única e exclusiva da vítima. O cunhado já possuía passagem por violência doméstica contra o jovem.

De acordo com a PCGO, “a conduta dos autores consistiu em privar total ou parcialmente a liberdade de alguém, que pode se dar das mais variadas formas, sendo que neste caso, o fator encarcerante fora a situação de deficiente físico e mental da vítima e sua vulnerabilidade em se defender e pedir socorro.”

Após diligências e prisão do suspeito, a PCGO contou com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e de assistentes sociais de Valparaíso, que prestaram socorro e acolhimento à vítima.

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