Tatuador morto com 10 tiros pelo CV não era do PCC, aponta polícia.
Lia Perboni morreu em junho, em Sorriso (MT). Segundo as investigações, integrantes do CV desconfiaram de que o tatuador era de facção rival

Novos detalhes sobre o crime que vitimou fatalmente o tatuador Leandro Perboni, morto aos 44 anos, revelam que, além dele, uma mulher de 47 anos também foi morta. O crime ocorreu em 27 de junho, em Sorriso (MT). Um suspeito de envolvimento na morte de Lia Perboni foi preso na última sexta-feira (17/7).
Veja o tatuador, que era conhecido como Lia Perboni:
Segundo a investigação, Perboni foi morto com pelo menos 10 tiros por ordem de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
De acordo com o delegado Paulo Brambilla, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a investigação da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) não encontrou indícios de que o tatuador ou a mulher assassinada integrassem o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFamiliares confirmaram ao delegado que Lia Perboni era usuário de drogas, fato também constatado durante as investigações. Conforme a apuração, ele passou a ser monitorado por criminosos após repassar parte dos entorpecentes que havia adquirido para outro usuário. A movimentação teria despertado a suspeita de que o tatuador mantinha ligação com o PCC, hipótese que acabou descartada pela Polícia Civil.

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Ver todasSuspeito preso
Um suspeito de envolvimento na morte de Lia Perboni foi preso na última sexta-feira (17/7). O investigado foi capturado em uma propriedade rural na região da Prainha, em Lucas do Rio Verde.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi localizado escondido embaixo de uma cama. Com ele, foram apreendidos uma pistola municiada, dinheiro e porções de cocaína. Além do mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado, ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.

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Ver todasMais detalhes do caso
- Equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para a ocorrência. Perboni foi atingido por disparos no abdômen, na região lombar, nos braços e nas pernas.
- Criminosos armados invadiram a residência e submeteram a vítima a uma espécie de julgamento sumário, prática conhecida como “tribunal do crime”, atribuída à atuação de facções.
- A principal linha de investigação aponta que o duplo homicídio tenha sido motivado por um acerto de contas ligado ao crime organizado.
Imagem antes das tatuagens voltou a circular
Após a morte, imagens de Lia Perboni registradas antes de o homem tatuar o rosto voltaram a repercutir nas redes sociais. Com o passar dos anos, Perboni decidiu preencher quase toda a face com tinta preta, além de realizar outras modificações corporais, tornando-se uma figura conhecida no universo da tatuagem.
O contraste entre o antes e o depois chamou a atenção do público nas redes sociais. Fotografias antigas mostram Perboni com o rosto sem tatuagens, enquanto registros mais recentes exibem a face praticamente toda coberta por pigmentação preta.










